Negócios
Tecnologias antigas impulsionam novos negócios em TI
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
Compartilhe:
“A implantação bem feita de um ERP implica muitas turbulências, estresse e desgaste dos profissionais da empresa”, diz Isberner. “Elas agora estão reconhecendo que o “upgrade” para o SSA LN é muito melhor do que passar por outro processo de implantação", completa.
Criada entre o fim da década de 50 e início dos anos 60, a linguagem de programação Cobol é outra tecnologia que engorda o grupo daquelas que, apesar de antigas, continuam rendendo bons negócios a empresas atualmente no mercado de TI.
Na DTS Latin America, por exemplo, 80% do faturamento da área de software provêm de vendas e serviços ligados ao desenvolvimento de Cobol e, especialmente, sua migração para outras plataformas, linguagens ou arquiteturas. São negócios envolvendo os produtos da MicroFocus, especializada em ferramentas desse tipo.
No melhor estilo “em time que está ganhando não se mexe”, 80% das grandes indústrias em todo o mundo preservam os investimentos de TI feitos em Cobol, de acordo com Leandro Bosco Martins, diretor de tecnologias da DTS Latin America. “Grande parte das soluções desenvolvidas em Cobol surgiram na época em que só existia o mainframe e demandaram investimentos muito altos. Por isso, elas ainda mantêm padrões meio arcaicos de interface com o usuário, sem gráficos, por exemplo”, explica. “Ao mesmo tempo, porém, é uma linguagem muito segura”, afirma Martins.
Segundo o diretor, o que as empresas que utilizam Cobol têm feito é integrar seu sistema legado às novas linguagens, como XML (Extensible Markup Language), Java, .NET e “web services”, entre outras. Em boa parte dos casos, essa migração visa, de acordo com Martins, facilitar a interação das soluções com seus usuários. “Aplicações que não fazem parte do ‘core’ dessas empresas, como sistemas de recursos humanos (RH), também vêm sendo tiradas dos mainframes”, destaca o executivo.
A preservação de investimentos em equipamentos Digital, ERP Baan e soluções desenvolvidas em Cobol são apenas alguns exemplos que reafirmam a visão de que as organizações hoje já não gastam com novas tecnologias por simples modismo, mas apenas quando lhes é provado que a mudança vale o investimento. Até que lhes seja provado o contrário, ou que o suporte a essas tecnologias desapareça, a tendência é que continuemos vendo máquinas Digital em grandes empresas, bem como o Baan ajudando a gerir negócios e o Cobol em mainframes, que, à propósito, também costumam ser considerados equipamentos cuja vida tem os dias contados.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


