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Negócios

Tecnologias antigas impulsionam novos negócios em TI

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

17 de julho de 2006 - 10h05
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Longe de um empecilho para bons negócios

O fato de a UniOne manter uma divisão que, pelo menos em tese, tende a acabar não impediu a empresa de continuar crescendo e, ainda, ser comprada pela norte-americana NewMarket.

A existência de uma prática Baan na UniOne não foi obstáculo para o crescimento da empresa como um todo, nem para a realização de bons negócios. Prova disso é que a consultoria brasileira foi comprada pela Newmarket Technology, empresa de investimentos norte-americana especializada em serviços de TI, no início de junho, com o objetivo de explorar a base da companhia no País de forma a ampliar os negócios na América Latina. “Eles querem que façamos a expansão da cultura de negócios adotada no Brasil para o restante da região”, conta Celso Isberner, diretor da UniOne.

Embora as cifras envolvidas no negócio não tenham sido reveladas, tudo leva a crer que tanto Isberner, como seus outros três sócios na UniOne – Alexandre Couto, Flávio Firmino e Márcio Pissardo – estão, como diz o popular ditado, “com o burro na sombra”. É que, além do dinheiro recebido por suas fatias na empresa comprada, o contrato de venda da consultoria assegura a permanência dos executivos em cargos de diretoria na companhia que, no Brasil, continua usando o nome UniOne.

A meta da NewMarket é que faturar 25 milhões de dólares na América Latina em 2006. Desses, de acordo com o executivo, 17 milhões devem ser gerados pelas operações da UniOne, que atualmente possui escritórios no Brasil e Chile. Em 2005, a empresa nacional divulgou crescimento de 27% sobre o ano anterior, com receita de quase 14 milhões de dólares.

“A compra pela NewMarket nos deu mais solidez financeira”, avalia Isberner. “Como o crescimento da companhia é baseado também em novas aquisições, cabe a UniOne o papel de prospectar potenciais empresas para investir.” A consultoria deve iniciar em breve uma operação conjunta com a NewMarket Venezuela, que também poderá passar a usar a marca brasileira.

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