Negócios
Lucro e faturamento da Intel despencam no 2º tri
Lucro da companhia caiu 57%, a 885 milhões de dólares no período, enquanto o faturamento recuou 13%, a 8 bilhões de dólares. Perspectiva para o terceiro trimestre também é inferior ao estimado pelos analistas.
Por COMPUTERWORLD
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A Intel encerrou seu segundo trimestre fiscal com queda de 13% no faturamento e de 57% no lucro, revelou balanço divulgado nesta quarta-feira (19/07).
Segundo o documento, a Intel faturou 8 bilhões de dólares no período, de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP), frente a 9,2 bilhões de dólares registrados em 2005. Já o lucro caiu de 2 bilhões de dólares para 885 milhões de dólares no ano.
Os ganhos por ação atingiram 15 centavos de dólar, inferiores aos 33 centavos de dólar do ano anterior. No entanto, apesar da baixa, superaram as estimativas de 13 centavos de dólar dos analistas da consultoria Thomson Financial.
As perdas foram causadas principalmente pelo fraco desempenho de todas as unidades, mas a queda nas vendas de microprocessadores e no preço médio das placas-mãe contribuíram especialmente para o resultado negativo.
A região da Ásia e Pacífico contribuiu com 4 bilhões de dólares em receita, à frente das Américas (1,7 bilhão de dólares) e Europa (1,4 bilhão de dólares). O Japão contabilizou 906 milhões de dólares. Com exceção do mercado japonês, todas as regiões apresentaram queda na receita.
Para o terceiro trimestre, a Intel espera faturamento entre 8,3 bilhões e 8,9 bilhões de dólares, abaixo das expectativas de 9,1 bilhões de dólares previstas anteriormente.
Apesar do fraco desempenho, o presidente e Chief Executive Officer (CEO) da companhia, Paul Otellini, enfatizou que a Intel "está oferecendo a mais completa linha de produtos da indústria, com muitas novas soluções lançadas antes do previsto".
Reestruturação mundial
A Intel anunciou por meio de um memorando interno, na semana passada, que iniciaria nesta quarta-feira (19/07) um programa para demitir mil funcionários em todo o mundo. Segundo o documento, feito pelo presidente e CEO da companhia Paul Otellini, a ação se ajusta à pretensão do presidente e CEO Paul Otellini em reestruturar a companhia dentro de 90 dias após o recuo das previsões de seu faturamento para 9,3 bilhões de dólares em 2006, comparadas aos 12,1 bilhões de dólares em 2005.
No início desta semana, a subsidiária brasileira da companhia confirmou a saída de Ronaldo Miranda, ex-diretor de mobilidade digital e comunicações da Intel, após 10 anos na empresa. No entanto, a assessoria de imprensa não informou se a saída do executivo está relacionada ao plano de reestruturação global.
Os ganhos por ação atingiram 15 centavos de dólar, inferiores aos 33 centavos de dólar do ano anterior. No entanto, apesar da baixa, superaram as estimativas de 13 centavos de dólar dos analistas da consultoria Thomson Financial.
As perdas foram causadas principalmente pelo fraco desempenho de todas as unidades, mas a queda nas vendas de microprocessadores e do preço médio das placas-mãe contribuíram especialmente para o resultado negativo.
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