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AMD e ATI no Brasil: integração está prevista para novembro

Os principais executivos da AMD e da ATI na América Latina estão entusiasmados, mas garantem que nada muda antes de quatro meses, parazo para aprovação pelos acionistas.

Por Daniela Moreira e Guilherme Felitti, do IDG Now!

25 de julho de 2006 - 11h24
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Alinhados com o espírito global da fusão entre as empresas, confirmada nesta segunda-feira (24/07), os principais executivos da AMD e da ATI na América Latina receberam o negócio com o entusiasmo, mas asseguraram que nada muda antes de quatro meses, prazo necessário à aprovação dos acionistas canadenses da ATI e dos órgãos reguladores dos Estados Unidos e Canadá.

“Com a aquisição, ganhamos espaço nos mercados de processadores, imagem e produtos de consumo, como celulares, dispositivos de vídeo e TV digital”, afirma José Antônio Scodiero, vice-presidente de marketing e vendas da AMD na América Latina.

“A ATI e a AMD são muito compatíveis. Haverá produtos e idéias novas acontecendo, com a expertise das duas empresas. A chance de inovação no futuro será maior e melhor”, prevê Paul Ayscough, gerente geral da ATI para América Latina.

Uma das possíveis linhas de integração entre as linhas de produtos das empresas é a criação de plataformas voltadas a áreas específicas, como a de games, a exemplo da estratégia adotada pela rival Intel com o Centrino, o Viiv e o vPro. Os executivos não confirmam, mas também não descartam a possibilidade.

“Especulando, passamos a ter essa capacidade sim. Pode ser uma linha de atuação, mas não será a única, pois queremos explorar uma série de alternativas aos clientes”, argumenta Scodiero. “Tecnicamente, isto pode acontecer no futuro, mas não vamos entregar algo fechado e proprietário para os usuários”, reforça o executivo da ATI.

A respeito da relação com a fabricante de chips gráficos nVidia, concorrente da ATI e parceira próxima da AMD, os executivos de ambas empresas asseguram que o relacionamento permanecerá o mesmo. “Sem dúvida a nVidia é uma parceira importante e não queremos romper os laços”, enfatizou Scodiero.

A despeito dos planos, qualquer estratégia conjunta, bem como a integração das operações locais, só deve se concretizar em novembro. Até lá, as empresas devem manter rotinas separadas, segundo o executivo da AMD. “Sinto que vamos ter poucas mudanças no Brasil”, concorda Ayscough, da ATI.

O escritório da ATI no Brasil concentra as operações latino-americanas da empresa, prestando atendimento aos demais países da região. A AMD possui escritórios no Brasil, México e Argentina (responsável por atendimento ao Cone Sul), além de uma distribuição via Miami para os demais países latino-americanos. A AMD, fabricante norte-americana de chips, adquiriu a fornecedora canadense de placas gráficas ATI por 5,4 bilhões de dólares.

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