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Sun cresce 30% no Brasil e supera expectativas

Companhia supera a expectativa de elevar o faturamento em 26% no ano fiscal de 2006 e comemora o bom desempenho da área de serviços. Meta é manter o patamar no ano fiscal de 2007.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de julho de 2006 - 13h13
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Apesar de apontar resultados negativos globais no ano fiscal de 2006, encerrado em 30 de junho, a Sun Microsystems apresentou desempenho superior às expectativas no Brasil. A companhia apresentou elevação de 30% no faturamento no período, resultado acima dos 26% esperados para o período.
 
Em entrevista ao Computerworld, o presidente da subsidiária brasileira, Cléber Morais não revelou as cifras, mas apontou que os bons resultados foram procedentes especialmente da área de serviços. "Este em particular foi um ano muito positivo para nós. Crescemos 30% em faturamento, sendo que os projetos de valor agregado foram alguns dos principais contribuintes para o resultado", declarou. Segundo o executivo, a área de serviços e arquitetura de sistemas representou 48% do faturamento, sendo o porcentual restante referentes a produtos.
 
Comentando os resultados globais, ele aponta que apesar do prejuízo registrado no período, é possível interpretar positivamente o balanço. "Apesar do prejuízo global, podemos dizer que tivemos um trimestre excepcional em termos de faturamento. O trimestre foi interpretado pelo mercado também como o período em que a Sun começou a efetuar as reorganizações necessárias para voltar à rentabilidade", aponta. Segundo Morais, foi neste período que a companhia contabilizou os custos das 5 mil demissões anunciadas recentementes, estratégia destinada a reduzir as despesas operacionais.
 
Ele comentou ainda que o plano demissional não teve impactos notáveis na equipe do Brasil. "Houve desligamentos naturais da equipe." A companhia no momento conta com 300 funcionários, incluindo seu quadro próprio e os profissionais procedentes da StorageTek.
 
Para o ano fiscal de 2007, iniciado neste mês de julho, Morais aponta que os pilares da Sun no Brasil estarão fixados principalmente em software e serviços, sendo que os canais terão papel fundamental. "Estamos realizando um trabalho forte, inclusive com consultorias externas, para aumentar a capilaridade dos canais e garantir uma cobertura mais efetiva do mercado", apontou. Segundo o executivo, nos próximos 15 dias a estratégia deverá estar totalmente delineada. Na prática a Sun pretende elevar o número de canais e aumentar a especialização de cada um deles.
 
Morais não cita números detalhados, mas aponta que a expectativa da subsidiária brasileira é crescer acima dos 20% no ano de 2007. "A integração com a StorageTek já começa a trazer resultados expressivos para a Sun, e assim deve continuar no médio e longo prazos", conclui.

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