Negócios
Setor financeiro representa 21% dos gastos de TI no País
Pesquisa da IDC Brasil diz que setor investiu 3,1 bilhões de dólares com TI em 2005; eleições presidenciais também não devem suspender projetos de TI no segundo semestre.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Bancos, corretoras de seguros e seguradoras no Brasil responderam por 21% do mercado local de tecnologia da informação (TI) em 2005. De acordo com uma pesquisa realizada pela IDC Brasil, essas organizações investiram 3,1 bilhões de dólares no setor durante o ano passado.
“O Brasil é extremamente dinâmico no setor de finanças. Seu crescimento é mais agressivo e superior ao do mercado de TI em geral”, afirma Mauro Peres, diretor de pesquisas da IDC Brasil. O segmento no Brasil também é muito mais avançado do que nos demais países da América Latina. “Apesar de diferenças como, por exemplo, o maior número de bancos no País, o Brasil está bem à frente dos outros países da região”, diz o consultor.
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De acordo com a pesquisa, o setor de finanças do México, segundo maior na América Latina, investiu 1,3 bilhão de dólares em TI no ano passado. Argentina, Colômbia e Chile gastaram 490 milhões, 469 milhões e 335 milhões de dólares, respectivamente.
Os números apresentados nesta quinta-feira (27/07) foram obtidos a partir da compilação de dois estudos distintos realizados pela consultoria. O primeiro deles, intitulado “Brazil IT Investment Trends 2006: Finance” ouviu 30 bancos, 30 seguradoras e 20 corretoras. Já para o segundo, ainda em andamento, foram entrevistados CIOs de 35 bancos no Brasil.
Para 2006, a IDC estima uma alta de 12% nos gastos das organizações financeiras com TI.
Peres destaca que as eleições não vão inibir os investimentos neste ano. Segundo ele, 55% do orçamento dos bancos devem ser investidos durante o segundo semestre. “As eleições não reduzirão investimentos como aconteceu entre 2001 e 2002, durante o primeiro ano do governo Lula”, garante.
De acordo com a IDC, soluções de infra-estrutura representarão 56% dos investimentos bancários em software este ano. Quando o assunto é hardware, os servidores tomam conta dos gastos – 40% de todos os servidores (incluindo mainframes) comercializados no mercado total brasileiro são comprados por instituições do setor financeiro. Já no quesito serviços, os bancos ainda terceirizam pouco as suas operações. Segundo a pesquisa, apenas 13% dos contratos de outsourcing referem-se a operações. As atividades de implementação respondem pela maior parte da mão-de-obra terceirizada: 43% dela.
O levantamento da IDC ainda apontou quais foram as iniciativas planejadas e cumpridas pelos bancos em 2005, e quais não foram realizadas. A melhoria dos planos de contingência foi mencionada como prioridade para a maior parte dos bancos, fossem eles de pequeno, médio ou grande porte. Porém, apenas as grandes instituições conseguiram cumprir os planos. As pequenas e médias adiaram os planos para este ano e até 2007. “O alto custo dessas soluções impediram os bancos menores de cumprir o planejado”, explica Peres.
Investimentos em segurança estavam na agenda de executivos de TI em todos os bancos. E eles cumpriram o previsto. O mesmo aconteceu com relação à melhoria no relacionamento com clientes. Mas o CRM ainda não foi a bola da vez. “Os aprimoramentos foram realizados nos call centers. Os bancos ainda estão em um estágio anterior ao do CRM e devem começar a investir nessas soluções a partir do próximo ano”, prevê o consultor.
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