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Negócios

Microsoft quer diversificar operações

Segundo o CEO, Steve Ballmer, “existe uma Sony, um Google um Yahoo” habitando dentro da empresa. Para isso, a companhia traçou estratégias para crescer em diversas operações.

Por COMPUTERWORLD

28 de julho de 2006 - 08h10
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A Microsoft precisa se adaptar para operar com sucesso em diversos mercados, algo que será a chave para atingir níveis sustentáveis de crescimento. Essa é a opinião do Chief Executive Officer (CEO) da empresa, Steve Ballmer, que na quinta-feira (27/07) classificou o fenômeno como "multi-core” – multinúcleo – durante o encontro com analistas financeiros e investidores.

Embora a Microsoft seja conhecida principalmente por seus sistemas operacionais e softwares corporativos, a companhia também conseguiu atingir operações de sucesso na área de servidores. Isso fez com que a empresa estivesse apta para agir em duas esferas, ou dois núcleos, com sucesso conforme informou Ballmer.

Segundo o executivo, tal fenômeno nunca foi feito por nenhuma outra companhia até hoje, nem mesmo a IBM com suas unidades de hardware e serviços, apontou. Mas a estratégia da Microsoft é mais ousada e a companhia está lutando em uma guerra de várias fontes. Ballmer espera que isso desenvolva mais competências-chave, como nas áreas de entretenimento e serviços online, para que a companhia autue naquilo que classifica como os multinúcleos.

"Realmente existe uma Sony que mora dentro de nós. Também existe uma aspiração a Google ou Yahoo habitando aqui", complementou.

Para criar uma companhia de múltiplos núcleos, a Microsoft deverá continuar a construir os negócios em mercados em que outras empresas já atuam. Isso deu certo com a estratégia do Xbox e atualmente está servindo para outros mercados, como serviços web, business intelligence e computação de alto desempenho.

"Você precisa confrontar a questão: está certo entrar em alguma área em que não é o primeiro?". "É sempre melhor em nosso negócio ser o primeiro. Nós queremos ocupar essa posição. Mas você está preparado para entrar, inovar e crescer nestas áreas em que você não é o primeiro no mercado. Como investidores, vocês devem entender que isso que pensamos é importante", apontou.

Ballmer enfatizou também que, apesar de a Microsoft galgar novos espaços, a companhia já aprendeu muito com os erros do passado. Referindo-se ao longo tempo de lançamento da próxima versão do Windows, o Windows Vista, ele apontou que a companhia nunca mais vai levar cinco anos para desenvolver uma atualização para um produto principal. A versão mais recente de seu sistema operacional cliente, o Windows XP, foi lançada em 2001, enquanto o Windows Vista está previsto para janeiro de 2007. "Nós nunca mais teremos uma brecha de cinco anos entre os lançamentos dos principais produtos", concluiu.

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