Negócios
Falta de apoio barra pólo de TI no Brasil
Executivos de multinacionais no Brasil mantêm otimismo sobre o potencial do País como destino de investimentos, mas criticam falta de apoio do governo.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Os executivos à frente das subsidiárias brasileiras de grandes organizações são unânimes ao afirmar que o Brasil está sim entre os países emergentes com maior potencial de crescimento no setor de tecnologia da informação (TI). E mais: é destino certo de investimentos estrangeiros.
No entanto, especialmente quando consideramos o noticiário do dia-a-dia, que anuncia investimentos de centenas de milhões de dólares destinados aos países asiáticos, o que vem à cabeça é que a visão desses profissionais estaria contaminada por doses excessivas de patriotismo.
De fato, em 2003, o Goldman Sachs criou o termo BRIC para referir-se às economias de Brasil, Rússia, Índia e China. No estudo que difundiu a terminologia, a consultoria mapeou suas economias até 2050 e concluiu que, se elas se comportassem como esperado, em menos de 40 anos, somadas, seriam maiores do que as de Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, França e Itália (países que compõem o chamado G6) juntas. Conforme a previsão, o Brasil representaria a 5ª maior economia mundial.
Com base nesses dados, nada mais natural do que uma atmosfera positiva entre os executivos no País. Mas o documento do Goldman Sachs traz dados que muitos talvez tenham deixado passar despercebido. Entre eles, o fato de que o Brasil teria o papel principal de produtor de alimentos e petróleo, além de fornecedor de matérias-primas. Então, o que justificaria tamanho otimismo dos executivos de TI nesse sentido?
“Em relação aos demais países da América Latina, o Brasil foi aquele que mais recebeu investimentos da matriz”, afirma Sérgio Rodrigues, presidente da TCS Brasil, braço da gigante indiana Tata. Segundo a companhia anunciou recentemente, seus planos são de dobrar o quadro atual de mil funcionários no País até o fim do ano fiscal corrente, que termina em março de 2007. “A inércia da economia nacional faz com que o Brasil sempre tenha força para crescer”, opina.
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