Negócios
Falta de apoio barra pólo de TI no Brasil
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Ainda assim, a explicação mais plausível para a questão talvez esteja mesmo nas recentes promessas de investidas do governo brasileiro no setor, incluindo a criação da MP do Bem. Os discursos também enfatizaram o interesse do País em transformar-se em um grande fornecedor de mão-de-obra e, assim, concorrer com outros países do próprio BRIC, mais especificamente com a Índia.
A idéia foi comprada e, há cerca de dois anos, o Brasil chegou a ser o centro das atenções dentro do grupo. Hoje pouco se ouve falar sobre o bloco de economias emergentes. E o que é pior: a maior fatia do bolo de investimentos vem sendo destinada à Índia e China. Ainda assim, a maioria dos diretores ouvidos pelo COMPUTERWORLD continua classificando o País como muito atraente para investimentos na área de TI.
Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brazilian Association of Software & Service Export Companies (Brasscom), um eterno entusiasta do potencial brasileiro, diz que os fundamentos que fizeram alguém, algum dia, falar em BRIC, continuam válidos. “O BRIC mesmo nunca existiu; foi um achado do banco de investimentos que identificou esses países como as grandes economias do século 21”, afirma.
Segundo Gil, todos os países do bloco têm potencial extraordinário de crescimento, cada qual com seus problemas. “O Brasil é o mais balanceado deles. Tem instituições bastante sólidas, liberdade de imprensa, um judiciário que, embora lento, funciona e é uma democracia”, enumera. O executivo concorda que atualmente fala-se muito no potencial de China e Índia. “Mas para crescerem, esses países precisarão do Brasil. Eles precisarão de energia, água, comida, o que nós temos em abundância.”
Além disso, ele não entende como pode haver dúvidas sobre o potencial brasileiro no setor de tecnologia, uma vez que as 50 maiores empresas globais de TI têm operações no País. “Se estão aqui, estão investindo.”
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