Negócios
Falta de apoio barra pólo de TI no Brasil
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Na China, a EMC construiu o China Solutions Center, aprofundou suas relações com clientes locais, firmou parcerias com fornecedores de soluções de integração de software e sistemas, abriu centros de treinamento para certificar especialistas em armazenamento em rede e deu contribuições expressivas à comunidade acadêmica. E o Brasil? É, também não está entre os privilegiados pela EMC. “Como brasileiro, é muito difícil defender nossas coisas lá fora [junto à matriz]”, lamenta Hermann Pais, diretor de inovação da EMC Brasil.
“A Índia recebe uma receita muito maior do que as demais operações da companhia no mundo. Isso, em boa parte, devido ao maior conhecimento que têm da língua inglesa”, diz o executivo. “Eles levam a educação a sério. O Brasil, não. Aqui, o governo se preocupa em atacar a conseqüência e não a causa”, dispara Pais.
Na opinião do diretor, o BRIC continua firme e forte. “O Brasil está no fim da fila como destino de investimentos. Só não fica atrás da Rússia por um único fator: o crime organizado na Rússia consegue ser pior do que o nosso.”
Talvez a imensa vontade de querer ver a engrenagem nacional deslanchar pulse mais forte dentro de alguns executivos que, em verdade, são cidadãos brasileiros antes de tornarem-se executivos. Resta agora esperar que a realidade que ainda mantém o País entre os pólos de investimentos, mesmo que reduzidos, ganhe a maturidade necessária para fazer do Brasil referência em exportação de TI. Bons profissionais e intenções não faltam.
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