Negócios
PSB nega acusações sobre irregularidades em programa de inclusão digital
Presidente do partido, Roberto Amaral, nega acusações sobre esquema para desviar recursos do programa de inclusão digital criado pelo governo federal.
Por COMPUTERWORLD*
Compartilhe:
O presidente do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral, negou na segunda-feira (07/08) as acusações do sub-relator da CPI dos Sanguessugas, deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), de que o partido teria montado um esquema para desviar recursos do programa de inclusão digital, criado pelo governo federal.
"Fui ministro de 2003 à primeira semana de 2004. Não havia dotação orçamentária alguma para o Programa de Inclusão Digital. Também conversei com o Eduardo Campos (seu sucessor no Ministério) que disse não ter firmado convênios específicos, mas sim de forma geral", afirmou Amaral, após xingar Gabeira. Amaral disse que estará em Brasília nesta terça-feira (08/08) para conversar com o presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), e saber se existe alguma coisa contra o PSB. Informou, também, que vai interpelar judicialmente o deputado.
Segundo Gabeira, existiriam ônibus equipados com computadores e destinados aos programas de inclusão digital, que teriam sido comprados irregularmente através de emendas apresentadas pelo deputado Paulo Baltazar, ex-líder do PSB. Baltazar também negou as acusações. "Apenas apresentei a emenda e não tenho qualquer responsabilidade sobre o processo de licitação e prestação de contas”, afirmou.
Em nota, o líder do PSB, deputado Alexandre Cardoso (RJ), afirma que Gabeira erra ao acusá-lo, e também ao ex-líder Renato Casagrande (ES), de destinarem emendas orçamentárias para o Programa. Acrescenta que "nenhum dos dois parlamentares socialistas apresentou emendas nesse sentido em qualquer época". E também diz lamentar o uso da CPMI "para funções eleitoreiras que podem beirar as raias da irresponsabilidade".
O ex-secretário do Ministério de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Rollemberg, afirma em nota à imprensa que o ministério executou emendas parlamentares de todos os partidos e que nos convênios realizados cabe às prefeituras ou instituições realizarem diretamente as licitações.
Rollemberg enfatiza que no depoimento à Justiça Federal o empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, sócio da Planam – empresa mato-grossense acusada de irregularidades em licitações – “diz que no MCT não existia nenhum servidor que estivesse colaborando com o interrogado". O ex-secretário se coloca à disposição da CPI para prestar esclarecimentos e informa que é favorável ao aprofundamento das investigações e punição dos responsáveis.
Foto suspeita
Em maio, o MCT divulgou uma nota à imprensa negando qualquer tipo de vínculo com a Planan. A nota foi divulgada após uma foto em que o ministro Sérgio Rezende, também do PSB, supostamente visitava um dos ônibus da companhia destinado ao programa de inclusão digital.
Segundo divulgou o MCT, a Planan nunca apresentou nenhum projeto ao ministro e jamais teve qualquer negociação direta com o ministério. “A foto divulgada no site da empresa foi tirada sem autorização e casualmente quando uma pessoa se aproximou do ministro convidando-o para conhecer um ônibus digital estacionado na frente do ministério”, informou o comunicado na época.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


