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Suspeita em projeto de inclusão digital gera pedido de cassação de Gabeira

Presidente do PSB, Roberto Amaral, protocola pedido de cassação contra Fernando Gabeira (PV-RJ), que acusou o partido desviar verbas do projeto de inclusão digital do MCT.

Por COMPUTERWORLD

09 de agosto de 2006 - 10h39
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O presidente do Partido Socialista Brasileira (PSB), Roberto Amaral, protocolou na tarde de terça-feira (09/08) representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, com pedido de cassação do sub-relator da CPI dos Sanguessugas, deputado Fernando Gabeira (PV-RJ).

O deputado do PV acusou o partido de manter um esquema irregular para liberar emendas destinadas ao Programa de Inclusão Digital, do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) O PSB justifica o pedido argumentando que Gabeira praticou “atos incompatíveis com o decoro parlamentar”. 

O Conselho de Ética da Casa vai analisar a representação. O deputado Fernando Gabeira disse que estava "tranqüilo" com a atitude do PSB e, em entrevista à imprensa, reafirmou as denúncias de que o partido teria adquirido veículos superfaturados para o programa de inclusão digital do MCT.

Roberto Amaral informou que em função das “acusações infundadas” de Gabeira, o partido vai mais além. Nesta quarta-feira (09/08), o PSB vai contratar dois escritórios de advocacia para entrar, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e no fórum cível, com um pedido de indenização contra Fernando Gabeira pelo desgaste que suas declarações provocaram no partido.

Amaral voltou a negar que seu partido tenha usado o Ministério de Ciência e Tecnologia para fazer “aparelhamento político”, como teria afirmado Gabeira. “Qual é a prova que ele (Gabeira) apresentou para dizer isso. O PSB está fazendo uma revolução no MCT. A afirmação de Gabeira é um desserviço ao desenvolvimento do país”, disse.

Ao ser indagado sobre as acusações também do deputado do PV de que o ex-secretário de Inclusão Digital do Ministério de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Rollemberg, do PSB, não teria “carga teórica e política” para ter ocupado tal função, Amaral respondeu: “O cargo de Rollemberg não foi um cargo técnico, foi um cargo político. O cargo de secretário de Inclusão Social deve ser exercido politicamente, como determina a regra da República. Não é para ser usado partidariamente. Se ele tivesse ocupando no Ministério um cargo de carreira, ou de um técnico, aí sim haveria abuso do partido”, afirmou.

Em função das acusações, Rodrigo Rollemberg entregou esta tarde à CPMI dos Sanguessugas uma lista de emendas individuais executadas pelo ministério no ano passado. A documentação, segundo destacou o ex-secretário, comprova que todos os partidos, e não só o PSB, tiveram emendas aprovadas, num total de 51,9 milhões de reais.

A lista também revela que o PT foi o partido que mais teve suas emendas executadas pelo MCT, no valor de 7,96 milhões de reais, seguido pelo PP, com 7,94 milhões e pelo PSB, com 7,5 milhões de reais.

Rollemberg disse ainda ser “natural que os parlamentares do PSB indiquem emendas para o ministério comandado por um integrante do partido".

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