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Estoques de chips atingem US$ 2 bi no 2º trimestre

Os semicondutores armazenados pelas fabricantes atingiram 2 bilhões de dólares no período, maior volume desde 2004. Intel foi uma das principais responsáveis pelo fato, aponta pesquisa da iSuppli.

Por COMPUTERWORLD

11 de agosto de 2006 - 15h35
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Os estoques de semicondutores atingiram os maiores níveis dos últimos anos durante o segundo trimestre de 2006, aponta estudo da empresa de pesquisas iSuppli.

O valor dos estoques de chips na distribuição mundial subiu a 2 bilhões de dólares no segundo trimestre, aproximadamente o dobro do montante do primeiro trimestre. O cenário é causa de preocupação porque é mais alto do que os analistas de mercado haviam previsto e também é o maior nível desde o terceiro trimestre de 2004, quando o montante atingiu 1,6 bilhão de dólares.

“Entretanto, iSuppli não está sugerindo nenhum alarme por enquanto”, diz um dos analistas no estudo.

O super armazenamento de chips está centrado na indústria de PCs, principalmente na Intel. De acordo com a iSuppli, o excesso de chips acumulados pela companhia desde o primeiro trimestre é o resultado da guerra travada contra a rival AMD (Advanced Micro Devices).

Os compradores de microprocessadores têm tirado vantagens dessa guerra de preços, avaliando sempre as maiores reduções para barganhar os melhores custos. O estudo diz que, dessa forma, a indústria está forçando a Intel e AMD a manterem estoques maiores que o normal.

As previsões de mercado mostram que os estoques de chips começarão a despencar no terceiro trimestre, assim como no período seguinte.

O crescimento dos estoques poderiam ser uma reação para o lapso recente do mercado de chips. “Se eu cometi um erro dois anos atrás, foi porque não fiz estoques de chips na hora certa, na segunda metade de 2004 e em 2005 e isso nos trouxe problemas de participação no mercado e com os clientes”, afirmou o CEO da Intel, Paul Otellini, durante um encontro com analistas.

A escassez de chips Intel irritou os consumidores e fez com que alguns clientes passassem a usar microprocessadores AMD e chipsets compatíveis. A empresa declinou imediatamente tal consideração no relatório da iSuppli.

O lucro da Intel no segundo trimestre foi de 885 milhões de dólares, menos do que a metade registrada no mesmo período do ano anterior. O número de microprocessadores vendidos e o preço médio a que são vendidos caíram, disse a Intel destacando ainda o crescimento dos estoques de microprocessadores entre os varejistas assim como a perda de mercado para a AMD.

A companhia também previu que os rendimentos do terceiro trimestre ficarão entre 8,3 bilhões de dólares e 8,9 bilhões de dólares, abaixo da estimativa dos analistas, que ficou em cerca de 9,1 bilhões de dólares.

Desde então, a companhia anunciou planos para derrubar cerca de mil gerentes e para vender a divisão de chips de comunicações, assim como a divisão de mídia e sinalização.

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