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Intel quer vetar compra da ATI pela AMD

Empresa diz que a compra da ATI não é apenas uma tentativa de expandir a competitividade no mercado de microprocessadores, mas sim uma forma de a AMD ganhar força no processo antitruste que move contra a Intel.

Por COMPUTERWORLD

11 de agosto de 2006 - 17h15
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O anuncio do interesse de aquisição da ATI Technologies por parte da Advanced Micro Devices (AMD) não é visto pela Intel como apenas uma medida de aumentar a competitividade da concorrente no mercado de microprocessadores. A empresa está lutando contra o negócio com o argumento de que a transação é uma maneira de fortalecer a concorrente no processo antitruste movido pela própria AMD.

Em outras palavras, com a aquisição da ATI, a AMD estaria mais forte para brigar judicialmente contra a Intel. Em junho de 2005, a AMD realizou um pedido antitruste contra a Intel, alegando que a empresa costumava dominar o mercado de microprocessadores x86 e chegava a ameaçar os fabricantes de PC e varejistas que optassem pelos processadores da AMD.

Na última quinta-feira (10/08), a Intel pediu à Justiça do Distrito de Delaware a permissão para enviar uma intimação com gráficos da posição de mercado ocupada pela fabricante de chips ATI. A Intel está exigindo documentos que irão esclarecer como a AMD planeja atuar se adquirir a ATI e como a fusão afetaria o mercado.

A Intel alega ainda que a AMD é a única responsável pelos fracassos ou sucessos de suas próprias operações e que os documentos da ATI que solicita têm relevância direta sobre sua defesa, porque estão relacionados com o passado da AMD e futura habilidade de competição.

A justiça norte-americana determinou uma data preliminar de 15 de junho para o prazo final e o arquivamento do pedido de intimação, mas a Intel pediu para preencher uma última citação judicial contra a ATI.

A justificativa é de que a requisição enviada poderia não ter sido vista antes do prazo final pela ATI e que isso poderia ser significante na avaliação da proposta de compra da AMD não divulgada antes de 24 de julho.

No requerimento, a Intel declara querer acessar os documentos apresentados para checar o argumento para a estratégia de transação; o efeito da aquisição no mercado de chipsets, gráficos e microprocessadores; o efeito da fusão na prática de negócio da Intel e da AMD; entre outros.

A Intel escreveu em seu arquivo que o conselho da AMD não se opôs à intimação.

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