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Semicondutores precisam de incentivo fiscal no Brasil, diz especialista

Empresário alemão, Wolfgang Sauer, diz que incentivo fiscal é o único caminho para o Brasil entrar no mercado de semicondutores, que está cada vez mais estimulado no exterior.

Por COMPUTERWORLD

21 de agosto de 2006 - 11h05
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Medidas de incentivo à indústria de semicondutores é o único caminho para o Brasil entrar em um mercado cada vez mais estimulado no exterior.

A avaliação é de Wolfgang Sauer, empresário alemão naturalizado brasileiro, que há 17 anos planeja a implementação da Companhia Brasileira de Semicondutores (CBS).

“Sem ações como a desoneração de impostos, não podemos nem pensar em instalar fábricas, porque os investidores vão preferir outros países que oferecem mais vantagens”.

Segundo ele, foi justamente por falta de incentivos que o Brasil perdeu, nos últimos anos, oportunidades para a instalação de fabricantes do material no país.

“Não há mais o que esperar. O momento é agora. Se não, o Brasil estará condenado a virar uma nação tecnologicamente dependente da boa vontade de terceiros na hora de importar os chips”.

Na última quarta-feira (16), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que, até o início da semana que vem, o governo pretende anunciar um pacote para incentivar a instalação de indústrias do setor no Brasil.

Além de Mantega, a proposta está sendo discutida entre os ministros do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, e da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Os semicondutores são matéria-prima para a produção de microchips, o “cérebro” de qualquer aparelho eletrônico, pois comandam e arquivam mensagens para todas as partes dos aparelhos.

Eles estão presentes no automóvel, no rádio, no telefone, na televisão e nos eletrodomésticos, por exemplo. Também são peças-chave para a televisão digital, cuja implementação no Brasil foi aprovada em junho ano pelo governo.

Sérgio Souza Dias, diretor-presidente do Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), comenta que apenas o imposto a ser pago com importação de insumos eleva em mais de 20% os custos. “Isso inviabiliza o desenvolvimento da indústria no país”. O Ceitec desenvolve pesquisa para a implementação da primeira fábrica brasileira de semicondutores, prevista para ser inaugurada em abril de 2007.

Os empresários do setor esperam, principalmente, medidas de redução do imposto de importação sobre as matérias-primas para produção dos semicondutores. A alíquota deste imposto pode chegar a 10%. Também querem isenção do o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cuja alíquota pode chegar a 5%, do PIS e Cofins.

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