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Após disputa antitruste, Microsoft lança duas versões do XP na Ásia

No último prazo, empresa segue imposição da Comissão de Livre Comércio da Coréia do Sul e introduz Windows XP sem mensageiro instantâneo e tocador de mídia.

Por IDG Now!

23 de agosto de 2006 - 16h10
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A Microsoft lançará duas versões do Windows XP na Coréia do Sul na próxima quinta-feira para cumprir com a decisão judicial de que a empresa violou as práticas de livre comércio do país.

O lançamento será feito em cima do prazo determinado pela Comissão de Livre Comércio da Coréia (do inglês, KFTC), que multou a Microsoft em 32 milhões de dólares em dezembro d 2005. A Microsoft pagou a multa em maio, disse Hwang Yun-hwan, autoridade dentro da KFTC.

Os reguladores da Coréia do Sul descobriram que a Microsoft abusou da dominação do seu sistema operacional no mercado ao integrar ao Windows seus softwares tocadores de mídia e de mensagens instantâneas. O órgão definiu que o dia 24 de agosto era a data final para que a empresa preparasse duas novas versões do sistema operacional.

A versão K inclui o Windows Messenger e  Windows Media Player, junto a links para sites de companhias que oferecem produtos rivais. Já a versão chamada "KN" não terá o Messenger e o Media Player, segundo o porta-voz da companhia Oliver Roll.

Fabricantes de PC também receberão ambas as versões do sistema operacional na quinta-feira, disse ele. Os integradores decidirão quais dos produtos deverão estar disponíveis para venda.

A imposição ecoa uma medida similar imposta por reguladores da Comissão Européia há cerca de dois anos após consideraram a Microsoft culpada de competição injusta. A empresa foi condenada a oferecer uma segunda versão do Windows na Europa sem o tocador de mídia e também foi obrigada e abrir certos protocolos do sistema operacional a concorrentes, junto a uma multa de 613 milhões de dólares.

A companhia lançou a segunda versão do Windows na Europa, mas poucos integrados de PCs disseram que planejam oferecer o pacote, levantando questões sobre a efetividade da solução. Os integradores citaram o custo de testes e suporte da segunda versão do OS, e disseram que não estava claro se os usuários gostariam de comprá-lo.

A investigação da Coréia sobre a Microsoft apareceu após dois rivais entregarem reclamações contra a empresa à KFTC.

A Daum Communications, companhia coreana com um popular portal online, disse em 2001 que a inclusão do Messenger no sistema operacional da Microsoft afetou os negócios da Daum e causou danos não especificados. Três anos após, a RealNetworks, desenvolvedora do programa de mídia RealPlayer, reclamou sobre a combinação dos programa Windows Media Player e Media Server da Microsoft.

A Microsoft entrou em acordo com ambas as companhias. A Daum recebeu uma indenização de cerca de 30 milhões de dólares um mês depois, enquanto a RealNetworks fechou um acordo estipulado em 761 milhões de dólares para retirar suas acusações na Coréia e em outros mercado. A KTFC, no entanto, continuou a investigação.

A empresa está apelando da decisão coreana com a Suprema Corte em Seoul. No último mês, a Suprema Corte rejeitou os pedidos da Microsoft de adiar as penalizações pendentes até a próxima apelação.

"Esperamos que, no final do processo, a Suprema Corte anuncia uma decisão a nosso favor", disse Roll. "No fim do dia, pensamos que é bom para consumidores coreanos ter novas e melhoras ferramentas integradas aos nossos produtos".

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