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Negócios

Déficit de profissionais abala setor de software

Por Inaldo Cristoni, especial para o COMPUTERWORLD

04 de setembro de 2006 - 10h30
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Tais contratações são motivadas pelo incremento dos projetos de offshore – principalmente instituições financeiras com base no exterior – que movimentaram o equivalente a 1,4 milhão de dólares no ano passado. “Em 2006, 10% da nossa receita virão de projetos encomendados no mercado externo”, garante Benjamin Quadros, presidente da empresa. A expectativa é obter um faturamento de 7 milhões de reais em contratos de exportação de serviços no exercício e aumentar de dois para cinco o número de clientes atendidos nessa modalidade.

Segundo o executivo, a escassez está provocando um verdadeiro leilão de pessoal capacitado na área de TI, inflacionando os salários. A estratégia adotada para driblar essa dificuldade é a de mudar o perfil do profissional responsável pela seleção dos candidatos. “Tem de ser alguém com conhecimento da área e que tenha habilidade para mostrar aos pretendentes o diferencial do negócio, o ambiente de trabalho, as chances de ascensão na empresa. E só depois disso negociar o salário”, explica Quadros.

E a briga por talentos não pára. A BRQ quer aproveitar o aquecimento do mercado para ampliar seus negócios, abrir novas unidades e, conseqüentemente, recrutar mais programadores. Para este ano está prevista a inauguração de mais uma fábrica de software – o local ainda não está definido, mas o presidente da empresa diz que será “afastado dos grandes centros”. Os planos são de preencher 800 postos de trabalhos até o final do ano. Atualmente, a BRQ conta com um efetivo de 1.219 funcionários.

A EDS, companhia global que tem grande foco em operações de offshore – prática que respondeu por 13% do faturamento no ano passado e deve gerar 20% da receita da subsidiária nacional em 2006 – especializou as suas quatro fábricas de software no Brasil tanto em Java quanto em .Net. A primeira tecnologia predomina nos sites de São Bernardo do Campo (SP) e de Florianópolis (SC), enquanto a segunda prevalece na unidade de Araraquara, que entrou em operação este ano. “Esse é um movimento alinhado com a estratégia da corporação, que pretende suprir a demanda do mercado mundial”, explica Alexandre Thomaz Pereira, gerente de desenvolvimento de sistemas da companhia.

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