Negócios
Déficit de profissionais abala setor de software
Por Inaldo Cristoni, especial para o COMPUTERWORLD
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Em meio à disputa pela hegemonia tecnológica no mercado de programação, as fornecedoras interessadas em brigar pelo mercado de desenvolvimento devem estar cientes da importância de se escolher a plataforma que lhe possibilita montar uma equipe coesa, recomenda Aristides Lima, gerente de desenvolvimento de soluções da Getronics. Especializada em soluções escritas tanto em Java quanto em .Net, a empresa considera o investimento nessas duas plataformas crucial para suprir a demanda de seus clientes dos setores de finanças, governo, indústria e serviços.
Os clientes, conta Lima, tendem a comprar a plataforma de desenvolvimento mais aderente à natureza de seu negócio. Entretanto, apesar de a demanda pelas duas ferramentas ser grande, a disponibilidade de profissionais especializados na plataforma da Microsoft é ligeiramente superior à dos que lidam com Java. “A oferta de cursos na tecnologia Java é mais limitada”, compara, acrescentando que a especialização nessa linguagem exige um investimento maior. Não por acaso, diz ele, a remuneração desses profissionais chega a ser, na média, de 10% a 15% superior à dos programadores formados em tecnologia Microsoft.
O desequilíbrio entre oferta e procura de pessoal compromete o andamento dos negócios em um momento particularmente importante para o setor de software. Pesquisa recentemente divulgada pela IDC indica que o mercado brasileiro de software deverá crescer a uma taxa média anual de 11% até 2009. É hora de investir em formação. “Os países que querem se colocar no mercado global de desenvolvimento têm de investir em qualidade e quantidade de profissionais”, resume bem o vice-presidente executivo e CDO (chief development officer) da EMC.
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