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Negócios

Microstrategy aposta em consultoria para crescer

Segundo a empresa, o novo serviço de consultoria estratégica chega na América Latina para facilitar a comunicação entre TI e negócios e reduzir riscos de fracasso dos projetos de BI.

Por Thais Cerioni, da CIO

12 de setembro de 2006 - 16h40
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Executivos de negócios têm de estar sempre envolvidos em projetos de TI, especialmente aqueles cujo impacto na estratégia corporativa pode – ou melhor, deve – ser muito forte. Repetida à exaustão por analistas e consultores, ecoando por todas as publicações especializadas, a recomendação pode parecer óbvia. Mas talvez não seja bem assim.

De acordo com Flávio Boliero, country-manager da Microstrategy Brasil, apesar de estar claro para a maior parte das grandes empresas que essa aproximação entre o CIO e seus pares é importante, isto não vem sendo observado no dia-a-dia. “Eles sabem que há a necessidade, mas não estão colocando em prática. Não conseguem operacionalizar isso”, garante o executivo.

Enquanto as empresas não conseguem acertar o passo para resolver essa questão, abre-se um enorme espaço a ser aproveitado. E é aí que a Microstrategy está apostando suas fichas. A fornecedora de soluções de business intelligence trouxe para a América Latina o TAS (Tecnical Advisor Service), serviço de consultoria estratégica que pretende facilitar a comunicação entre os profissionais de TI e os usuários do BI, e, assim, aumentar as chances de sucesso dos projetos.

Boliero explica que o objetivo do produto é ensinar as corporações a criarem uma visão estratégica do BI, permitindo aumentar o aproveitamento da tecnologia e expandir seu uso dentro da empresa. “Acreditamos que o TAS irá nos ajudar a aumentar o número de usuários das ferramentas nos clientes já existentes”, aponta.

Marcos Roberto Costa, diretor de serviços da companhia, revela que a intenção é levar a novidade tanto a novos clientes quanto à base instalada. “Até o fim do ano, a expectativa é firmar três novos contratos do TAS”, conta Costa, comentando que até o momento o serviço vem sendo usado pela Avipal.

O diretor acredita em um crescimento da receita de serviços a partir da nova oferta, mas não prevê que suas vendas ultrapassem significativamente as de software. “A tendência é que os números fiquem em 50%-50%”, avalia. Hoje, o faturamento da fornecedora, no Brasil, é proveniente 40% de serviços e 60% de licenças.

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