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Escândalo pode comprometer estabilidade da HP, dizem analistas

Pressões negativas por parte do conselho e freqüentes substituições de executivos realmente preocupam quando o assunto gira em torno das prioridades da empresa, apontam especialistas.

Por COMPUTERWORLD

13 de setembro de 2006 - 08h23
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A saída da presidente Patricia Dunn do conselho da Hewlett-Packard e as investigações federais que apuram as práticas da companhia sobre o caso de vazamento de informações são alguns fatores que podem comprometer a reputação da empresa e abalar sua estabilidade.

As considerações são de alguns analistas entrevistados após o anúncio da renúncia da executiva ao cargo. "Tudo o que vemos é muita pressão negativa vinda do conselho. Sei que esta é uma grande companhia, mas isso me faz pensar ainda quão estável a HP poderá estar no futuro", aponta James Maas, engenheiro que lidera o grupo OpenView Forum em Massachusetts.

Segundo ele, que conduz o grupo de usuários independentes do software de gerenciamento da HP, pressões negativas e freqüentes substituições de executivos realmente preocupam quando o assunto gira em torno das prioridades da empresa. Em sua avaliação, o maior temor é o andamento dessas prioridades, que pode ser comprometido diante de tais fatos.

Para Maas, também é importante neste momento que a HP deixe claro para seus clientes que a má fase está passando e que o desenvolvimento de produtos não será comprometido. "Os executivos precisam focar no negócio que eu tenho, mas eles também precisam expandir o escopo de seus produtos e detalhar melhor aos usuários o futuro de suas tecnologias", complementa.

Outros analistas concordam com a afirmação do execuivo, e dizem que, enquanto muitos clientes não prestam muita atenção no escândalo neste momento, tais questões podem acabar comprometendo os negócios da HP. "As táticas do conselho foram imperdoáveis, mas essencialmente isoladas dos clientes, pelo menos no que diz respeito ao senso prático. Mas se várias investigações começarem, a percepção pública da HP provavelmente irá ladeira abaixo e isso pode gerar preocupações também entre esses consumidores", diz Charles King, analista da Punt-IT Research.

De maneira geral, analistas e usuários acreditam que a HP tomou a atitude correta ao pedir a renúncia de Patricia Dunn e isso mostra que a companhia está tentando sair do escândalo.

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