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Brasil economiza R$ 637,8 mi com pregão eletrônico

Entre janeiro e julho, governo federal registra diferença de 19,4% entre o preço de referência e o que efetivamente foi contratado após disputas on-line dos fornecedores.

Por COMPUTERWORLD

14 de setembro de 2006 - 17h45
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A economia obtida pelo governo federal entre janeiro e julho de 2006 com pregões eletrônicos foi de 637,8 milhões de reais. O valor que deixou de ser gasto de 19,4%, corresponde é calculado pela diferença entre o preço de referência (máximo aceito) e o que efetivamente foi pago após a licitação eletrônica.

O total movimentado pelos pregões foi de 2,6 bilhões de reais, que representam 47,3% dos 5,6 bilhões de reais dos bens e serviços contratados no período. Em relação aos primeiros sete meses de 2005, o crescimento foi de 4,3%.

O pregão restringe as compras na modalidade pregão para bens e serviços comuns e, mesmo assim, é a modalidade licitatória mais utilizada, seguida pelo pregão presencial, com 1,7 bilhão em aquisições.

Se considerado o valor contratado, o crescimento do pregão no último ano foi de 570%. Em número de processos, no entanto, o aumentou 482%, lembrando que entre janeiro e julho foram feitos 8,98 procedimentos eletrônicos de compra, três vezes mais que a soma do desempenho obtido nos primeiros sete meses dos três anos anteriores.

Os materiais mais comprados por pregão eletrônico no período são da área da saúde, somando 226,4 milhões de reais em bens e 904 milhões de reais em serviços.


A secretaria de logística e tecnologia da informação do ministério do Planejamento diz que essa modalidade reduz o custo de participação dos fornecedores nas licitações porque não exige que a empresa desloque seus funcionários já que todos os procedimentos ocorrem pela internet.

Com a ampliação do número de concorrentes e a disputa realizada entre os fornecedores, o Governo obtém preços menores e a economia obtida pelo pregão eletrônico no Governo Federal varia entre 20% a 30%.
 
Mais simples que o pregao presencial, a licitação eletrônica evita que a administração precise olhar a documentação de todos os concorrentes. No pregão eletrônico só é verificada a documentação do vencedor, se este não estiver de acordo é analisada a do segundo colocado. Com isso, o pregão eletrônico também é o mais rápido, demora cerca de 17 dias, contra meses na modalidade carta-convite.

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