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Negócios

Microsoft tenta convencer UE sobre Windows Vista

Após Comissão adiar lançamento do sistema com medo de truste, MS apresenta pesquisa do IDC que mede impacto do lançamento na Europa.

Por IDG Now!

14 de setembro de 2006 - 11h40
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A Microsoft tentou convencer reguladores antitruste em Bruxelas nesta quinta-feira com novas pesquisas que ilustram o tamanho do impacto que o lançamento do Windows Vista no próximo ano terá na indústria e na economia de TI européias.

A companhia alertou no começo da semana que o lançamento do Vista seria atrasado na Europa por preocupações dos reguladores sobre o impacto na competição. Na quinta, a Microsoft apresentou pesquisa conduzida pelo IDC, chamada de "O impacto econômico do Windows Vista", para ilustrar o quanto o Vista deverá "beneficiar" a Europa em termos de faturamento e empregos no próximo ano.

Menos de um ano após ser lançado, diz o IDC, o Windows Vista será instalado em mais de 30 milhões de computadores em seis países da União Européia citados no estudo: Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Polônio e Dinamarca. Mais de 2100 milhões de PCs em todo o mundo rodarão o Vista em menos de 12 meses após seu lançamento.

Empregos relacionados ao Vista contarão com mais de 20% de todos os cargos de TI dentro de um ano após seu lançamento, segundo projeção do IDC. A estimativa pode ser traduzida em mais de um milhão de profissionais em seis países, incluindo 100 mil novos empregos até o final de 2007, assumindo que o Vista seja lançado na data programada pela empresa.

A Comissão Européia, órgão regulador mais importante da Europa, está preocupada que novas funções planejadas no Vista, com sua melhoria na segurança, cairão nas mesmas acusações de truste que consideraram a Microsoft culpada há dois anos e meio pela integração do Windows Media Player no sistema operacional.

O presidente da Microsoft internacional Jean-Philippe Courtois disse que o impacto do Vista será muito maior que os benefícios diretos da Microsoft. "A oportunidade econômica que o Windows Vista cria para empresas pequenas e grandes pela região é claramente significante", disse em um evento para revelar o estudo.

Mas alguns analistas viram a revelação da pesquisa como uma força de a Microsoft pressionar a Comissão para voltar atrás. Na semana passada, quatro membros do Parlamento Europeu escreveram para a comissária de competições do órgão Neelie Kroes alertando que ela não atrasasse o Vista.

"Isto parece uma operação de choque e repreensão", disse um profissional do mercado que acompanha o enclave entre a Microsoft e a Comissão que pediu para não ser nomeado. A Microsoft está "perdendo o argumento legal, e está se voltando para meios políticos para manter seu monopólio abusivo", disse a pessoa.

Para cada euro gerado pela Microsoft em seu faturamento com Vista, outras companhias em seis países envolvidos na distribuição do sistema operacional, construção de aplicações e manutenção de máquinas gerarão 14 euros em vendas, disse o IDC.

Estas companhias devem "vender acima de 32 bilhões de euros em produtos e serviços que dependem diretamente do WIndows Vista", disse o IDC.

"A adoção rápida e ampla do Windows Vista significa que seu lançamento (...) terá um impacto positivo nas economias locais pela Europa", diz o estudo. Os seis países envolvidos no estudo contam por mais de 65% de todos os gastos de TI na União Européia, Croácia, Noruega e Suíça.

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