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Negócios

CEO da HP desvia do tema escândalo em evento

Durante o Fórum de Tecnologia da empresa, realizado nos EUA, Mark Hurd procurou fugir do assunto das gravações telefônicas, dizendo que isso não afetará a tecnologia da companhia.

Por COMPUTERWORLD

18 de setembro de 2006 - 18h33
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O presidente executive da Hewlett-Packard, Mark Hurd, cuja empresa está sob investigação por ter feito gravações telefônicas privadas de membros da diretoria, apareceu diante de milhares de clientes da empresa nesta segunda-feira (18/09) e comentou brevemente o escândalo.

Durante o discurso que aconteceu no Fórum de Tecnologia da HP, Hurd comentou indiretamente os problemas da companhia, ao passo em que disse que Jack Novia, diretor de gerenciamento e vice-presidente sênior do grupo de tecnologia da HP faria o primeiro ataque na noite de terça-feira (19/09) no jogo de baseball do Houston Astros.

O CEO enfatizou ainda que a estratégia de tecnologia da empresa no mundo e deixou de lado questões específicas da diretoria, aguardadas pelas 5,2 mil pessoas que estão na conferência.

O engenheiro de sistemas Mark Yturralde, que participou de dois painéis e que pediu para não identificar sua empresa, declarou que os palestrantes gastaram alguns minutos após as apresentações para tratar dos problemas do board da companhia e que tentaram assegurar aos participantes de que isso não é uma questão que afetará a tecnologia da HP.

“Estou esperando que eles concentrem na tecnologia e na organização e não façam estardalhaço em cima do escândalo – todos parecem estar obcecados por isso”, protesta Yturralde. “Isso aconteceu também no passado e eu realmente não acho que isso nos afeta, os profissionais de TI”, completa.

A conferência está intensivamente com o foco na tecnologia. Não existem seções que exploram a ética e a legalidade. O que mais tem interessado os presentes é um tema que persegue a empresa há anos: o futuro do sistema operacional Unix.

Hurd também expôs os objetivos da corporação, ressaltando a necessidade de se tornar mais eficiente e de crescer cortando a burocracia nos momentos de tomada de decisão. O CEO disse que a companhia está tentando duramente "reduzir as camadas de gerência. Eu acredito firmemente isso traz mais velocidade e menos o custo e a complexidade."

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