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Negócios

Qualcomm acredita em explosão dos equipamentos wireless

Executivo da organização acredita em um rápido aumento da demanda por ferramentas móveis sem fio, impulsionada pela necessidade de poder de processamento.

Por COMPUTERWORLD

21 de setembro de 2006 - 12h35
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Uma perfeita tempestade se aproxima nas comunicações sem fio e provavelmente atingirá as proporções dos negócios de PCs na década de 90, disse Sanjay Jha, vice-presidente executivo e presidente do grupo de tecnologias CDMA (Code-Division Multiple Access) da Qualcomm, em São Diego (EUA), na quarta-feira (21/09).

As informações de alta velocidade sem fio, aplicações de mobilidade e a habilidade de leitura de documentos vão liderar a demanda por processadores de 1GHz em equipamentos de mão, afirma Jha. Sobre a conferência anual de investimentos do Bank of América, em São Francisco (EUA), o executivo compara a indústria de wireless com a de PCs, quando modems de 64k bps e o browser Netscape apareceu na metade dos anos 90. Eles ajudaram a guiar a demanda por chips com 1GHz de velocidade e acima disso, afirma.

Para o executivo, em alguns poucos anos, a banda larga wireless de 300Kbps para 600 Kbps será amplamente disponibilizada e as pessoas buscarão mais poder de processamento em equipamentos para obter vantagens em novos serviços.

“Em busca de atender à necessidade, fabricantes desse tipo de equipamento terão que preencher um espaço vazio no mercado, entre o de notebooks de alto padrão e o de telefones celulares mais básicos na escala”, aposta Jha. Segundo ele, particularmente entre os países menos desenvolvidos, os notebooks não funcionarão como o próximo passo de telefones para informações móveis.

Se crescer a demanda de poder de processamento em equipamentos móveis, a Qualcomm terá saído na frente, porque isso é o que está em seu plano de negócios. A pioneira em CDMA tem planos agressivos para que o silício seja introduzido ainda em 2006 e também em 2007. Os fabricantes já estão trabalhando com o chip da Qualcomm, o MSM (Mobile Station Modem) 7200 que tem quase 1GHz de velocidade.

De acordo com Jha, o WiMax ajudará a mudar o jogo em wireless móvel como fez a Intel, que integrou o chip para notebooks. O WiMax poderia se tornar uma boa tecnologia, mas precisa de melhorias, principalmente em suporte para voz e aplicações de tempo real.

O executivo diz que a tecnologia de Flash-OFDM, a rival do WiMax, tem vantagens porque foi desenvolvida em uma empresa singular, ao invés de um conselho. A Qualcomm adquiriu e companhia fabricante desse sistema, a Flarion Technologies, no ano passado.

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