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Justiça envia urnas para 58 países onde residem brasileiros

A Justiça Eleitoral enviou urnas eletrônicas para 58 países para que brasileiros que moram no exterior possam votar.

Por IDG Now!

26 de setembro de 2006 - 15h50
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Mais de cem cidades em 58 países já receberam as urnas para a votação, 240 são eletrônicas e, 55, de lona, segundo a Justiça Eleitoral. Com isso, os brasileiros que vivem no exterior poderão votar em um dos candidatos a presidente no dia 1º de outubro. Para isso, até 151 dias antes das eleições eles se cadastraram nas embaixadas ou consulados onde devem votar.

O titular da Zona Eleitoral do Exterior, João Luís Fischer Dias, conta que o direito ao voto alcança até mesmo quem vive em situação ilegal no exterior. “Eles não estão ilegais em relação à legislação eleitoral brasileira”, explica o juiz.

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Nas cidades onde menos de 30 brasileiros estão cadastrados para votar, não haverá posto de votação. É o caso, por exemplo, de Paso de los Libres, na Argentina, da capital iraniana, Teerã, de Suzuka, no Japão, e de outros 30 municípios.

Nesses locais, os brasileiros poderão votar nas embaixadas e consulados de cidades próximas e com maior número de eleitores. De acordo com a Justiça Eleitoral, a maior parte dos eleitores que vivem no exterior está nos Estados Unidos.

São 32.016 cidadãos em território norte-americano. O segundo maior contingente, 7.630 eleitores, mora em Portugal. Na Alemanha votam 4.515 brasileiros e na Inglaterra, 3.540. O menor grupo está na cidade uruguaia de Rio Branco, onde apenas um brasileiro se cadastrou.

Os brasileiros no exterior representam menos de 0,1% do total de eleitores do país e, de acordo com o cientista político David Fleischer, só poderiam interferir no resultado de uma votação se dois candidatos tivessem quase o mesmo número de votos, possibilidade remota numa eleição em que mais de 120 milhões de cidadãos estão aptos a votar.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal treinou 56 servidores de chancelaria do exterior e quatro do Ministério das Relações Exteriores. Eles vão, por sua vez, capacitar servidores para atuar nos locais de votação no exterior. Ao todo, 1,2 mil pessoas estão envolvidas com o processo eleitoral fora do país.

Como qualquer brasileiro, os que moram no exterior têm o dever de votar ou justificar o voto. Caso contrário, ficam sujeitos a multa e não podem requerer visto diplomático, passaporte e outros documentos em embaixadas e consulados.

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