Publicidade

Negócios

CEO da HP classifica investigação como "vergonhosa" para Justiça

Mark Hurd promete restaurar orgulho da companhia, enquanto Patricia Dunn defende uso da espionagem contra vazamentos no conselho.

Por IDG Now!

28 de setembro de 2006 - 11h46
página 1 de 1

O chief executive officer da HP, Mark Hurd, culpou o escândalo que impactou a companhia como uma "investigação vergonhosa" que perdeu o controle, em uma cópia do seu testemunho à Justiça divulgado pela SubComitê da Casa nesta quarta-feira (27/09).

>Leia também Principal advogada da HP se demite

"Como um abuso de privacidade tão grande ocorre em uma companhia reconhecida por sua privacidade? Os fins vieram para justificar os meios", escreveu Hurd. "O time de investigação se tornou tão focado em encontrar a fonte dos vazamentos que perderam a visão na privacidade de repórteres e outros. Eles se esqueceram de valores que a HP sempre representou".

A antiga presidente do conselho da HP Patricia Dunn foi forçada a sair do cargo na última semana graças ao escândalo e defendeu em seu testemunho a decisão para investigar os vazamentos de discussões confidenciais do conselho para veículos da mídia.

Na Justiça, Dunn escreveu que sabia que investigadores estavam obtendo registros telefônicos de pessoas investigadas. Advogados da HP e de uma firma de investigação que assumiu o caso garantiram que suas táticas eram legais, escreveu ela.

"Eu estava totalmente convencida que a HP nunca se envolveria em nada ilegal", escreveu. "O fato de que advogados estavam conduzindo a investigação reforçaram meu entendimento de que tudo estava sendo tratado de maneira apropriada".

Advogados da firma e da HP são esperados para depor para o SubComitê de Investigações da Casa de Energia e Comércio nesta quinta-feira em Washington. O comitê está investigando a prática conhecida como "pretexto", ou o uso de falsas pretensões para ganhar acesso a registros confidenciais.

Investigadores contratados pela HP para encontrar a fonte do vazamento trabalhavam para conseguir registros telefônicos de diretores, empregados da HP e repórteres que publicaram notícias da companhia norte-americana.

Ecoando comentários feitos em uma conferência na última sexta-feira na sede da empresa, Hurd disse que estava determinado a chegar ao fundo da questão e tentar restaurar a imagem da HP.

"É minha obrigação afirmar que a HP toPrincipal advogada da HP se demitemará os passos necessários para que nada como isto aconteça de novo", escreveu. "Esta empresa ganhará não apenas sua reputação de novo, mas seu orgulho".

Mesmo que muitas críticas do escândalo resvalem nas táticas usadas pelos investigadores, Dunn escreveu em seu testemunho que consideração igual deveria ser dada a vazamentos dentro de companhias que prejudicaram a HP.

O conselho da HP sempre foi notório por seus vazamentos para veículos da imprensa e tais revelações tornam difíceis para a companhia lidar com questões importantes de maneira sincera, escreveu.

Dunn revelou que a deliberações do conselho na seleção do substituto da antiga CEO Carly Fiorin em 2005 vazaram. Ela citou a matéria da BusinessWeek "revelando opiniões sobre vários candidatos e revelou detalhes sobre o processo de escolha".

"Se você é um CEO candidato, gostaria de trabalhar para uma companhia cujo conselho não poderia guardar uma informação confidencial? A HP tem muita sorte de ter recrutado Mark Hurd sob tais circunstâncias", disse Dunn.

"Eu gostaria que nada disto tivesse acontecido", continua. "Mas conselhos têm uma obrigação inquestionável de tomar atitudes para prevenir vazamentos. Estas ações tomadas durante a investigação foram bem além do apropriado, mas não diminui a importância da missão do conselho nesta questão”.

Hurd também revelou diversos passos que a companhia está tomando internamente para esclarecer sua política de privacidade para empregados e enfatizar seus programas de treinamento de funcionários.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld