Publicidade

Negócios

Indústria de TI descreve cenário ideal após eleições

Representantes da Associação Brasileira das Indústrias Elétrica e Eletrônica apontam quais seriam as políticas públicas ideais para os próximos anos.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

02 de outubro de 2006 - 10h09
página 1 de 1

É praticamente unanimidade entre representantes da indústria a opinião de que, no horizonte dos próximos quatro anos, os gestores públicos não poderão apresentar o remédio para todos os males da TI brasileira. Mas também é praticamente uníssono, que nesse intervalo de tempo, já é possível caminhar um trecho razoável em direção a um cenário de maturidade.

Segundo Hugo Valério, diretor da área de Informática da Associação Brasileira das Indústrias Elétrica e Eletrônica (Abinee), em relação à pirataria, os primeiros passos já foram dados no ano passado com a chamada “MP do Bem”, que, entre outras iniciativas, trouxe benefícios para empresas que exportam mais de 80% da produção e reduziu impostos de computadores até 2,5 mil reais.

No entanto, acentuar a desoneração tributária ainda é medida que deve ser continuada. “Vimos que uma pequena redução tributária já foi capaz de reduzir o mercado ilegal – 47,7% no primeiro semestre de 2006 frente a 61% em 2005, segundo dados da consultoria IT Data”, ressalta.

Na avaliação do executivo, entretanto, além de aprofundar medidas como essas, o próximo governo poderá também intensificar a informação repassada à sociedade sobre produtos piratas e estudar novas formas de financiamento para os equipamentos do programa de inclusão digital Computador para Todos. “Como está, o programa está pela metade”, comenta.

A expectativa do governo atual era vender 1 milhão de computadores no primeiro ano do programa; no primeiro semestre de vendas foram contabilizadas pouco mais de 265 mil máquinas.

> Confira também a análise sobre exportação de software

Valério também defende a aplicação efetiva do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para os projetos de inclusão digital. “Precisa-se mais do que nunca desse dinheiro para investir em projetos de inclusão que tenham uma unidade dentro do governo.”

Wanderley Marzano, diretor da área de Componentes e Semicodutores da Abinee, acredita que incentivos governamentais a fundo perdido seriam as melhores alternativas para atrair empresas. “Temos que parar de ter vergonha de falar em investimento governamental a fundo perdido. Isso é o que é feito em outros lugares do mundo.

A Alemanha deu 650 milhões de dólares para a AMD se estabelecer. Israel canalizou 1 bilhão de dólares para a Intel. Se não houver incentivos, não virão indústrias”, aponta.

Sobre TV digital, Paulo Gomes Castelo Branco – da área de telecomunicações da Abinee – enfatiza que as preocupações do governo federal nos próximos anos deveriam estar focadas na produção de set-top boxes. “Ao invés de ficar batendo apenas na tecla da produção de semicondutores, seria uma estratégia muito melhor. Além disso, incentivar o potencial do País para software é outro aspecto fundamental”, conclui.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld