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Negócios

Entrevista: novo papel da Xerox se baseia em inovação, diz CEO

Eleita uma das cinco executivas mais poderosas do mundo, Anne Mulcahy, CEO da Xerox, conta como a companhia tem dado a volta por cima.

Por IDG Now!

04 de outubro de 2006 - 15h35
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Quando assumiu o comando da Xerox Corp., em 2001, a chairman e Chief Executive Officer (CEO), Anne Mulcahy, estava diante de uma problemática empresa de tecnologia de cópias e impressão que apresentava perdas de 94 milhões de dólares. Em 2005, a Xerox atingiu um lucro de 978 milhões de dólares e Mulcahy tornou-se uma das executivas mais respeitadas no mundo dos negócios.


Mesmo após demitir quase um terço da força de trabalho de uma companhia avaliada em 16 bilhões de dólares e apostar em serviços como a tecnologia de gerenciamento inteligente de documentos digitais, Mulcahy ainda tem de convencer os investidores do mercado de TI a retomarem o interesse pela companhia.

Durante um recente encontro estratégico em Wall Street, a executiva foi parabenizada por ter sido escolhida como uma das cinco mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes. "Eu preferia ter dobrado os dígitos de crescimento", respondeu Mulcahy.

Em entrevista ao IDG News Service, a CEO da Xerox aborda a estratégia baseada em documentos inteligentes, cortes e a corrida pela inovação.

Marc Ferranti: Você tem enfatizado o segmento de serviços no futuro da Xerox. Quão grande o grupo de serviços da companhia precisa ser para chegar ao crescimento esperado?

Anne Mulcahy: Atualmente, a área representa mais de 3 bilhões de dólares de um portfólio avaliado em 16 bilhões. Podemos dizer que esperamos ver os negócios ligados a serviços representando quase metade de nossa receita, nos próximos cinco anos.

Opinião do Leitor [1 comentários]

O Caminho é longo...

A Xerox foi uma das pioneiras em terceirização de cópias e impressões no Brasil, sempre buscando oportunidades diferenciadas, treinando sua equipe com os melhores profissionais e trabalhando com qualidade, mas a maior barreira sempre foi a famosa falta de flexibilidade, do "jogo de cintura", sendo assim a Xerox tem perdido muitos negócios de médio volume o que leva a uma natural concetração nos negócios de alto volume e esta dependência pode ser muito perigosa. A tendência no curto/médio prazo é a entrada de mais players de peso neste negócio que sabendo do potencial do mercado e das deficiências da "X" a briga deve se tornar muito interessante. Estamos no momento de redução de preços e margens, mas novas oportunidades estão aparecendo como GED, Workflow e sistemas diferenciados para o ambiente de impressão que é um novo alento para as empresas preparadas, e é neste quisito que a Xerox mais falha pois muitas cabeças ainda pensam como antigamente, esquecendo que muitas vezes os clientes tem uma dependência obrigatória da Xerox e falam uma coisa para os seus executivos, mas não pensariam duas vezes em mudar de fornecedor se este custo não fosse alto. O desafio é grande e o caminho é longo, falta saber se a The Document Company tem fôlego e talento para tudo isso.
Silvio - 24 Jan 2007, 10h05
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