Negócios
Entrevista: como preservar a marca a recalls e escândalos
O especialista em marcas, Fernando Sganga, discute como gerenciar crises em que as marcas podem ser afetadas, como o caso da Sony e da HP.
Por Ralphe Manzoni Jr., do IDG Now!
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Cerca de 7,5 milhões de notebooks de empresas como Dell, Apple, Lenovo-IBM, Toshiba e Fujitsu terão suas baterias da Sony substituídas por uma falha que pode potencialmente provocar um incêndio.
A HP, segunda maior empresa de tecnologia do mundo, também está envolvida em um escândalo de espionagem que atinge diretores do conselho de administração.
Até que ponto esses problemas, diferentes em sua essência, podem afetar as marcas dessas empresas? O IDG Now! entrevistou Fernando Sganga, diretor de estratégia e planejamento da Gad Branding & Design.
O que é mais importante: as marcas ou as empresas?
Na verdade, não separaria as duas coisas. Marca é parte da estratégia de negócio e a estratégia de negócio quem cria é a empresa. Ela é um ativo estratégico dentro de uma estratégia de negócio. A partir do momento que se definiu a que se propõe aquela empresa, o que ela quer construir em curto e em médio prazo, a marca é um elemento para sustentar, fortalecer e atingir estes objetivos.
No geral, a marca está inserida no negócio e na empresa. Já ouvi argumentos que a marca é a essência de tudo. Não acredito nisso: para mim, a empresa é a essência de tudo. A marca é sua identidade, sua expressão, seu DNA. Ela carrega os valores, a forma de enxergar o mundo e os negócios das empresas.
As marcas sobrevivem às empresas?
Elas vivem juntas. Acabamos de ver um processo, como o da Varig, em que a marca foi um colchão importante para ela sobreviver. O vínculo emocional que essa marca construiu com as pessoas fez com que ela tivesse a chance de sobreviver no mercado.
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