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Presidente da HP e mais três devem ser acusados por crimes de espionagem
Ex-chairman e investigadores contratados por ela devem ser indiciados nesta quarta-feira, na Califórnia.
Por IDG Now!
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A presidente do conselho afastada da HP, Patricia Dunn, deve ser indiciada nesta quarta-feira (04/10), na Califórnia, com acusações ligadas ao escândalo de espionagem que atingiu a companhia no último mês, reportou o New York Times.
Serão acusados junto a Dunn o ex-advogado da HP Kevin Hunsaker; Ronald L. DeLia, detetive particular de Boston; Joseph DePante, proprietário da Action Research Group, empresa corretora de informações da Flórida; e Bryan Wagner, acusado de ter obtido registros privados de telefone enquanto trabalhava para DePante, reportou o Times.
As acusações devem ser feitas por Bill Lockyer, promotor geral da Califórnia, cujo escritório vem investigando relatórios que apontam que a HP teria contratado detetives particulares e usado métodos ilegais para investigar a origem de notícias que vazaram por meio de diretores do conselho da empresa.
Entre as acusações devem estar a de uso de artifícios falsos ou fraudulentos para obter informações de utilidade pública, acesso não autorizado a dados de computadores, roubo de identidade, e conspiração para cometer cada um desses crimes, reportou o Times. Todos os crimes são considerados “graves” - passíveis de ao menos um ano de prisão como punição - segundo a legislação norte-americana.
Os investigadores contratados pela HP se passaram por jornalistas de diversas publicações para obter seus registros telefônicos em uma tentativa de descobrir quem eram os executivos do conselho que estavam passando informações para os jornalistas.
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