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Softex: 2007 tem horizonte positivo para financiamento de empresas de software

Empresas brasileiras de software que buscam financiamento com recursos do Prosoft encontrarão um horizonte positivo em 2007 com a queda da TJLP.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

11 de outubro de 2006 - 12h42
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Empresas brasileiras de software que buscam financiamento com recursos do Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços Correlatos (Prosoft) encontrarão um horizonte positivo em 2007. Isso em virtude da trajetória de queda sinalizada para a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é utilizada como base para os contratos de financiamento do Prosoft-Empresa.

Segundo a Softex, durante todo o ano de 2005, a TJLP se manteve ao nível de 9,75% ao ano. Hoje, ela está em 6,85% a.a., uma queda de quase 30% do custo financeiro das operações do Prosoft-Empresa, o que encoraja os empresários a financiarem os seus projetos. A expectativa para o ano que vem, também é de declínio.

“Temos visto que em 2006 não só os números de projetos apresentados aumentaram – em virtude da queda da TJLP. A qualidade desses projetos também melhorou. São mais estruturados, agregam avanços tecnológicos e partem de empresas com visão mais maduras do mercado”, aponta Carlos Alberto Leitão, coordenador de planejamento e estudos da Softex e responsável pelo Prosoft.

Em 2005, a Softex recebeu 22 projetos de empresas com interesse em obter recursos do programa. Do total, 15 foram aprovados e encaminhados ao BNDES para avaliação. Neste ano, até outubro, a entidade havia recebido 25 projetos referentes ao Prosoft. Destes, dez já foram aprovados pela área de Funding e encaminhados. Estão ainda em fase de avaliação e aperfeiçoamento do Plano de Negócios outros oito projetos, que poderão ser enviados ao banco ainda este ano.

Na avaliação do executivo, sob o ponto de vista microeconômico, as empresas brasileiras de software estão amadurecendo e pensando em utilizar recursos muitas vezes para exportação ou para fusões mais adiante. “Ao mesmo tempo, sob o ponto de vista macroeconômico, com a queda da TJLP, companhias poderão viabilizar projetos e ajudar essas companhias a ficarem mais competitivas”, complementa.

O Programa para o Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços Correlatos (Prosoft) foi criado em 1997 pelo BNDES, em parceria com a Softex, para financiamento. A Softex é responsável por captar e analisar os projetos das micro, pequenas e médias empresas, com faturamento de até 60 milhões de reais ao ano, prestando apoio inclusive, na elaboração do plano de negócios.

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