Negócios
SOA no caminho da maturidade
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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CW – Qual sua percepção sobre o papel da arquitetura orientada a serviços no mercado hoje e nos próximos anos?
LEVY – Eu acho que o conceito de SOA, nos próximos três a cinco anos, estará tão maduro que as pessoas vão parar de falar no termo especificamente. Será algo natural relativo ao gerenciamento de aplicações. Nos últimos 12 meses, nós passamos do ponto em que os clientes perguntavam “por que SOA?”. Eles estão em um momento de fazer perguntas como “o que você pode fazer por mim?” e “como eu começo projetos de SOA?”. Chego à conclusão de que estamos em um momento em que praticamente todo mundo tem SOA de alguma forma, ainda que não atribua esse nome às suas iniciativas. De maneira geral, sob o ponto de vista da indústria de software, vejo que estamos ficando melhores em criar padrões.
CW – Por falar em padrões, recentemente a BEA anunciou sua participação em um projeto chamado de Open SOA, ao lado de Oracle, SAP e outras companhias, destinado a criação de padrões para a arquitetura orientada a serviços. Qual exatamente o trabalho que está sendo feito em conjunto
Levy – Não creio que posso comentá-lo porque estamos apenas no começo da estratégia, mas o que eu posso dizer é que são muitas as empresas interessadas em desenvolver um padrão para SOA. Nós atingimos um nível de maturidade globalmente em que todas concordam no ponto de que é bom ter um padrão. E a criação de padrões está se tornando ainda mais rápida em virtude do comprometimento das empresas. Todas concordam que as partes [dos sistemas] vão se tornar intercambiáveis e os padrões são bons para a adaptação. De outro ângulo, podemos dizer também que se os fabricantes estão competindo no chamado “best of breed”, padrões são bons para eles também.
CW – Apesar desse comprometimento em torno de um padrão, não são poucas as iniciativas destinadas a dar maior competitividade às empresas em SOA. A IBM, por exemplo, tem anunciado grandes ações para ganhar território nesse assunto. Como a BEA pretende enfrentar seus concorrentes e se diferenciar nesse mercado?
Levy – Eu não planejo ser diferente, eu tenho que ser diferente. Nós não vendemos serviços, banco de dados ou aplicações. Nossa força vem do foco e da rapidez da execução [das estratégias]. Eu acordo todas as manhãs como CTO sentindo a pontinha da faca dos meus concorrentes espetando minha nuca. Se nós não executarmos as iniciativas à frente de nossos concorrentes, não poderemos nunca oferecer SOA. Nós precisamos tomar decisões e fazer apostas rapidamente, além de manter vistas aos concorrentes que estão alguns meses atrás de nós. Essa liderança nós conseguimos com o foco que colocamos em nossa estratégia.
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