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Negócios

SOA no caminho da maturidade

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

11 de outubro de 2006 - 16h12
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CW – Novas aquisições estão nos planos?
Levy – Aquisições são sempre uma maneira importante de crescer. Nós precisamos ter um equilíbrio para desenvolver coisas dentro da empresa ou também trazê-las de fora. Estamos trazendo do meio externo tudo aquilo que não está no nosso DNA. E eu acredito que essa tendência de aquisições deva continuar.

CW – No caso específico da compra da Fuego, como está o processo de integração e como a BEA vê o papel do BPM em suas operações?
Levy – Quando adquirimos uma companhia, olhamos para aquilo que agregará em termos de arquitetura, integração e linha de produtos, além de cultura. A Fuego já estava parcialmente integrada com nossa linha de produtos, então, já tínhamos 50% do processo concluído já na ocasião compra. Agora, existe a segunda fase, que gira em torno da arquitetura e inclusão das tecnologias de BPM em nossos produtos atuais. A respeito do BPM em si, acredito que para alguém ser bem sucedido em SOA, precisará ser controlado por metadados e processos de negócios. Não acredito que exista SOA sem BPM. A aquisição da Fuego nos dá capacidades tradicionais para SOA e mais o BPM. Da mesma forma como eu acho que SOA pode desaparecer como termo, BPM tende a desaparecer como projeto separado também. Todo mundo precisa ter orquestração de processos, mas como função separada, tal elemento não deverá existir mais.

CW – Esta é sua primeira visita à América do Sul. Quais suas impressões sobre a evolução de SOA na região?
Levy – Na verdade, não acho que existam impressões diferentes do resto do mundo. Não há diferenças em como as pessoas falam sobre SOA na América do Sul, América do Norte, Europa, Oriente Médio, África ou China. A única diferença está na indústria e no ritmo de adoção. Instituições financeiras no mundo estão se movendo para SOA em um ritmo mais rápido do que as de manufatura. Não é uma questão regional, é uma questão vertical. Basicamente, as empresas financeiras e de telecomunicações estão mais avançadas na implementação.

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