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Negócios

Após escândalo, HP contrata diretor de ética

A Hewlett-Packard (HP) está contratando um executivo para atuar como vice-presidente de ética e aderência a regulamentações para garantir que suas práticas de negócios, após escândalo de espionagem e vazamento de informações.

Por IDG Now!

13 de outubro de 2006 - 11h20
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A Hewlett-Packard (HP) está contratando um executivo para atuar como vice-presidente de ética e aderência a regulamentações para garantir que suas práticas de negócios, manchadas por um escândalo de espionagem ligado ao conselho, permaneçam na linha.

Na quinta-feira (12/10), a companhia apontou Jon Hoak, ex-representante legal da NCR Corp., para o posto, que é uma vice-presidência. Hoak vai se reportar ao chief executive officer (CEO), presidente e chairman da HP, Mark Hurd, até que seja nomeado um novo chefe para o departamento legal da companhia. Hurd era CEO da NCR antes de ser contratado pela HP, em março de 2005.

Hoak tem 57 anos e será responsável por fazer com que a HP se enquadre nos Padrões de Conduta de Negócios. Ele vai trabalhar com Bart Schwartz, um advogado externo contratado no último mês, quando o escândalo veio à tona, para fazer uma análise independente das práticas investigativas da HP e desenvolver futuras melhores práticas, disse a empresa em um comunicado à imprensa.

O posto de chefe do departamento legal da HP está vago desde que Ann Baskins se demitiu do cargo, em 28 de setembro, data em que ela e outros executivos da companhia foram chamados a depor em um comitê no congresso sobre o escândalo de espionagem. Baskins foi uma das diversas testemunhas que se recusaram a depor, citando o direito garantido pela Quinta Emenda contra a auto-incriminação.

Cinco pessoas, incluindo a ex-presidente do conselho da HP, Patricia Dunn, o ex-representante legal Kevin Hunsaker, e três detetives particulares enfrentam acusações criminais no Estado da Califórnia. Dunn autorizou e Hunsaker conduziu uma investigação de vazamentos de informações por membros do conselho à imprensa. Os investigadores usaram de falsa identidade para obter acesso aos registros telefônicos de executivos da HP e jornalistas, para descobrir a fonte dos vazamentos.

Também na quinta-feira, o Forrester Research divulgou uma pesquisa com chief information officers (CIOs) que mostra que o escândalo tem pouco impacto nas intenções de fazer negócios com a HP.

O Forrester enviou uma pesquisa pela web a 231 CIOs e 44 deles responderam. Embora a maioria tenha acompanhado de perto as notícias do escândalo, apenas 3 dos 28 que planejavam fazer negócios com a HP afirmaram que o episódio os fez rever a decisão.

O analista do Forrester, Frank Gillett, aconselha seus clientes a continuarema  fazer negócios com a HP, a menos que o CEO Hurd seja afastado.

“Os CIOs devem olhar para HP para aproveitar a limpeza do conselho como uma oportunidade de relações mais transparentes e abertas”, disse Gillett em seu relatório.

O escândalo criou três vagas no conselho. Além de Dunn, o diretor George Keyworth, identificado como o membro do conselho que estava vazando as informações à imprensa, saiu em 12 de setembro; e o diretor Thomas Perkins, que saiu da empresa em maio por discordar da forma como a investigação estava sendo conduzida.

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