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Com novos processos, IFPI faz primeira ação contra pirataria no Brasil

Associação que representa gravadoras anuncia 8 mil novos processos contra “piratas digitais”, em ação que atinge Brasil, México e Polônia.

Por IDG Now!

17 de outubro de 2006 - 10h09
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A Federação Internacional da Indústria Fonográfica anunciou milhares de novos processos contra suspeitos de compartilhamento ilegal de arquivos, aumentando sua batalha contra a pirataria de música internacional.

O grupo que representa a indústria iniciou mais 8 mil processos em 17 países, elevando para mais de 13 mil o número de casos fora dos Estados Unidos, disse a IFPI nesta terça-feira (17/10). No país, a organização já tem mais de 18 mil casos semelhantes correndo, disse Alex Jacob, porta-voz da IFPI em Londres.

Os processos mais recentes são contras usuários suspeitos de oferecerem grandes quantidades de músicas em redes P2P como BitTorrent, eDonkey e LimeWire, de acordo com a IFPI. Ao perseguir "piratas em massa" pode ser mais efetivo que processar pessoas que baixaram algumas canções, disse Jacob.

Muitas das pessoas processadas eram os pais de crianças suspeitas de compartilhamento ilegal, disse a IFPI.

As ações, que são uma junção de processos civis e criminais, incluem os primeiros casos no Brasil, México e Polônia.

No Brasil, mais de um bilhão de músicas foram ilegalmente baixadas no último ano, o que, segundo a IFPI, causou uma queda de 394 milhões de dólares na receita das gravadoras nos últimos cinco anos, disse a IFPI.

A organização não deixa claro quando processos serão conduzidos no Brasil. As ações deverão ser levadas adiante contra usuários brasileiros por meio da aliança entre a IFPI e a Associação Brasileira de Proteção aos Direitos (ABPD).

"Já que a venda de música caiu ao mesmo tempo em que o compartilhamento de arquivos explodiu, me parece lógico que pelo menos alguma parte deste faturamento foi perdido para downloads ilegais" disse Jacob.

Dos casos fora dos Estados Unidos, cerca de 2.300 pessoas entraram em acordo com a IFPI para não serem multados, com a pena média de três mil dólares, disse a IFPI.

As indústrias de filmes e músicas estão empregando uma estratégia com dois lados para lutar contra a pirataria, usando tanto educação como ameaça de processos para dissuadir downloads ilegais. Visitantes do site da rede de P2P Groskter, que fechou no último ano após perder um processo na Suprema Corte dos EUA, se deparam com um aviso de que seus IPs foram registrados.

"Não pense que você não pode ser pego. Você não é anônimo", diz o site.

Este sentimento ecoou no anúncio da IFPI nesta terça-feira. "As pessoas deveriam entender que podem ser pegas em qualquer rede que estiverem usando", revelou o presidente da IFPI, John Kennedy.

Os 8 mil novos processos envolvem países como Argentina, Brasil, México, Áustria, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Polônia, Portugal, Suíça e Hong Kong.

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