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Negócios

Connec recebe R$ 5 milhões do Stratus

Fabricante de terminais thin client, que faturou ano passado R$ 17 milhões, recebe aporte de R$ 5 milhões do Stratus Banco de Negócios.

Por Ceila Santos, especial para o COMPUTERWORLD

18 de outubro de 2006 - 15h50
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O Stratus Banco de Negócios, que já investiu em empresas como Neovia, .comDomínio e Sênior Solutions, anuncia aporte de R$ 5 milhões na Connec, fabricante de terminais thin client voltado ao mercado corporativo, que faturou ano passado R$ 17 milhões. O aporte representará uma participação em torno de 20% do Stratus. 

"É um orgulho para Stratus investir numa empresa que tem um plano agressivo de dobrar de tamanho num País que cresce a taxas de 2%", ressalta Álvaro Gonçalves, diretor do Stratus Banco de Negócios. A meta da Connec é superar a marca de R$ 50 milhões de receita em 2008, quando prevê produzir acima de 60 mil unidades de thin client. Ano passado, a empresa produziu em parceria com a Solectron 23 mil unidades, sendo que 18 mil delas foram resultado da parceria da FIC do Brasil ( First International Computer). Este ano, a meta é fechar com 30 mil thin client produzidos.

Para atingir as metas financeiras, entretanto, a Connec precisa captar mais R$ 25 milhões ainda em 2007. "Esse capital deverá ser oriundo de linhas de financiamento, novos sócios como também do próprio caixa da empresa e investimentos dos sócios", explica Reynaldo Figueiredo, presidente do conselho de administração da Connec.

Negócio da Connec

Fundada em 2004, a Connec já convenceu empresas como Telefônica, Bradesco, Magazine Luiza e Coca-Cola a migrar algumas máquinas do parque de desktops para o thin client. A idéia é oferecer os cinco modelos de terminais inteligentes a grandes, médias e pequenas corporações.

Eduardo Monteiro, fundador da Connec, explica que o thin client produzido pela empresa não seguirá o mesmo caminho das empresas que tiveram essa estratégia de oferta no passado porque o custo do hardware diminuiu e o desenvolvimento baseado no Windows CE é próprio. "Entre 2000 e 2002, a memória ainda era cara e não viabilizava a operação. Além disso, a AMD ainda não tinha disponíveis processadores capazes de oferecerem alta velocidade com baixa energia", observa.

Ele explica que o grande apelo do thin client, além do software embarcado baseado no sistema Windows CE, é o baixo custo de manutenção. Prova disso, diz ele, é que empresas como IBM, Unisys e COM são nossos parceiros comerciais porque quanto menos manutenção de hardware, maior a margem para essas empresas de serviço.

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