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Censura em Cuba: apenas 2% da população tem acesso à internet

Regime alega que culpa é do embargo dos EUA, que limita infra-estrutura, mas ONG diz que governo restringe o uso da web.

Por IDG Now!

20 de outubro de 2006 - 09h40
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Com menos de 2% da população online, Cuba é um dos países mais atrasados no acesso à grande rede, segundo relatório da ONG Repórteres sem Fronteiras. O país tem 13 vezes menos internautas que a Costa Rica e está próximo a países como Uganda e Sri Lanka no nível de acesso da sociedade à web, aoesar de aprsentar um dos mais altos níveis de educação do mundo, segundo o relatório da ONG.

As autoridades do país culpam os Estados Unidos e seu embargo econômico pela situação, alegando que isso impede a aquisição de equipamentos e infra-estrutura – como cabos ópticos submarinos – para poder oferecer conexão a custos acessíveis.

Para os Repórteres sem Fronteiras, o argumento pode até explicar as longas filas nos cibercafés em Cuba, mas não justifica o controle e a vigilância das autoridades sobre o uso da rede.

Uma investigação realizada pela ONG mostrou que o governo cubano emprega diversos mecanismos para garantir que a internet não seja usada com fins “contra-revolucionários”.

O governo praticamente baniu o acesso privado à internet – para acessar sites e e-mails os cubanos precisam ir a pontos públicos, como cibercafés e universidades, onde é fácil monitorar o acesso.

Além da vigilância física, os cubanos estão sujeitos à monitoração por software, já que o governo instala programas nas máquinas que disparam alertas quando palavras “subversivas” são digitadas.

O regime assegura ainda que a oposição e a imprensa independente não tenham acesso à rede, evitando que eles tomem contato com notícias fora da mídia cubana.

O regime conta ainda com a postura de autocensura dos cubanos, já que no país é possível receber sentença de 20 anos de prisão por escrever artigos subversivos para outros países e o simples acesso não-autorizado à rede pode levar a cinco anos de prisão. “Poucas pessoas ousam correr este risco”, diz o Repórteres sem Fronteiras, em seu site.

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