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Inovação tecnológica ganha plano de ação no Brasil

Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras cria projeto com quatro macro-ações destinadas ao fomento da competitividade tecnológica no País.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

25 de outubro de 2006 - 11h19
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ATUALIZADA ÀS 14H20 - Empenhada em fomentar a inovação entre as companhias brasileiras, a Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei) criou um projeto com quatro macro-ações destinadas ao fomento da competitividade tecnológica no País.

De acordo com o programa, estas ações devem ser conduzidas tanto pelas próprias empresas brasileiras, quanto por órgãos e agências governamentais, sempre na linha do incentivo à inovação.

A primeira etapa deve consistir em um movimento de grande amplitude e mobilização das empresas. Tal procedimento deve buscar o engajamento do setor produtivo, com destaque para os benefícios oferecidos pelo sistema atual de fomento à inovação. “Não enxergo essa mobilização como tarefa de apenas uma entidade. A Anpei está conduzido um movimento nesse sentido com o apoio do BNDES e da Finep, mas ao mesmo outras entidades também estão fazendo trabalho semelhante. A proposta é que o movimento não seja restrito a uma ou outra entidade”, aponta Hugo Borelli Resende, presidente da Anpei.

Segundo o executivo, a organização fez parceria também com uma empresa de consultoria para divulgação das iniciativas de inovação, e a orientação é que as empresas interessadas procurem diretamente o órgão.

A Anpei acredita também que seja necessário disponibilizar recursos subvencionados ou de baixo custo para a capacitação tecnológica das empresas e o aumento da participação delas no mercado mundial.

Investir em um programa nacional de desenvolvimento científico e tecnológico deve ser papel estratégico do governo, na avaliação da Anpei, para alavancar as iniciativas emergentes. Tais projetos, no entanto, devem ser escolhidos justamente em virtude de seu potencial para gerar diferenciais competitivos para o Brasil no mercado mundial nos próximos 10 a 15 anos.

“O governo tem que tratar os assuntos de tecnologia exportadora como estratégia de Estado, independente da bandeira política. No entanto, é necessária também participação forte do setor empresarial porque presenças assim são essenciais para o sucesso da estratégia”, aponta. De acordo com o executivo, já existem conversas com o Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGE) para criar iniciativas neste sentido.

O órgão também acredita que seja necessária a criação de um sistema permanente de monitoramento e o acompanhamento da evolução dessas três ações por meio de indicadores de resultados estabelecidos, discutidos previamente com o setor privado. Tal formato facilitaria os ajustes periódicos das ações, na visão da associação.

“As métricas serviriam para a sociedade acompanhar o que está acontecendo. Seria uma forma de a sociedade saber se realmente a inovação está progredindo”, assinala Resende. Segundo ele, ainda não há um projeto completamente estruturado sobre isso, mas a Anpei acredita que métricas desse tipo poderiam ser criadas pelo setor empresarial.

A Anpei reconhece que as ações não serão suficientes para mudar a situação atual, mas acredita que elas constituem o pontapé inicial para que outras iniciativas venham a ser desenvolvidas e garantam a sustentabilidade no longo prazo.

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