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Caixa altera modelo de fábrica de software

Em busca de mais qualidade, concorrência e redução de custos, Caixa contratará empresas distintas cuidarão do desenvolvimento, teste e suporte a soluções.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

31 de outubro de 2006 - 19h03
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“Um edital muito completo, que deve balizar as próximas contratações do setor.” Assim Ednaldo Oliveira, gerente nacional de tecnologia da informação (TI) da Caixa Econômica Federal (CEF), classificou o documento que, de agora em diante, conduzirá o processo de licitação para a contratação de uma fábrica de software para a instituição. Melhoria da qualidade, aumento da produtividade e racionalização de gastos foram algumas das diretrizes citadas pela CEF, em audiência pública realizada no último dia 6 de julho, para a criação do novo modelo de contratação de fábrica de software.
 
Oliveira conta que a produção do novo modelo levou em torno de um ano para ser concluída. “Ela exigiu um trabalho muito grande de definição de estratégia e mapeamento do mercado, considerando o seu grau de maturidade”, justifica o gerente. “Depois ainda houve o período para a documentação disso tudo e a aprovação do orçamento em várias instâncias”, detalha. Segundo o executivo, a decisão de alterar o modelo de contratação da fábrica de software foi tomada no fim do primeiro semestre de 2005 – a versão final do edital, refinada com a contribuição de representantes do mercado, foi publicada no site da Caixa dia 9 de outubro.

Os envelopes habilitação, proposta técnica e proposta comercial podem ser entregues até o dia 27 de novembro.

Na prática, as mudanças buscam o caminho da governança corporativa e de TI ao impedir que uma única empresa que se enquadre no conceito de fábrica de software trabalhe em todo o ciclo de desenvolvimento de uma solução. Ao invés disso, a CEF dividiu os serviços a serem contratados conforme a sua natureza, separados em duas categorias básicas nomeadas A e B. Enquanto o bloco A concentra aquilo que a instituição chama de processo principal – serviços de desenvolvimento e manutenção, sustentação e programação –, o B reúne as atividades de suporte e aferição de qualidade – serviços de métricas, qualidade e conformidade e suporte avançado. Além disso, a CEF especificou em um nível de maior detalhamento cada um dos serviços das categorias A e B.

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