Negócios
Caixa altera modelo de fábrica de software
Em busca de mais qualidade, concorrência e redução de custos, Caixa contratará empresas distintas cuidarão do desenvolvimento, teste e suporte a soluções.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
“Um edital muito completo, que deve balizar as próximas contratações do setor.” Assim Ednaldo Oliveira, gerente nacional de tecnologia da informação (TI) da Caixa Econômica Federal (CEF), classificou o documento que, de agora em diante, conduzirá o processo de licitação para a contratação de uma fábrica de software para a instituição. Melhoria da qualidade, aumento da produtividade e racionalização de gastos foram algumas das diretrizes citadas pela CEF, em audiência pública realizada no último dia 6 de julho, para a criação do novo modelo de contratação de fábrica de software.
Oliveira conta que a produção do novo modelo levou em torno de um ano para ser concluída. “Ela exigiu um trabalho muito grande de definição de estratégia e mapeamento do mercado, considerando o seu grau de maturidade”, justifica o gerente. “Depois ainda houve o período para a documentação disso tudo e a aprovação do orçamento em várias instâncias”, detalha. Segundo o executivo, a decisão de alterar o modelo de contratação da fábrica de software foi tomada no fim do primeiro semestre de 2005 – a versão final do edital, refinada com a contribuição de representantes do mercado, foi publicada no site da Caixa dia 9 de outubro.
Os envelopes habilitação, proposta técnica e proposta comercial podem ser entregues até o dia 27 de novembro.
Na prática, as mudanças buscam o caminho da governança corporativa e de TI ao impedir que uma única empresa que se enquadre no conceito de fábrica de software trabalhe em todo o ciclo de desenvolvimento de uma solução. Ao invés disso, a CEF dividiu os serviços a serem contratados conforme a sua natureza, separados em duas categorias básicas nomeadas A e B. Enquanto o bloco A concentra aquilo que a instituição chama de processo principal – serviços de desenvolvimento e manutenção, sustentação e programação –, o B reúne as atividades de suporte e aferição de qualidade – serviços de métricas, qualidade e conformidade e suporte avançado. Além disso, a CEF especificou em um nível de maior detalhamento cada um dos serviços das categorias A e B.


