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Negócios

Caixa altera modelo de fábrica de software

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

31 de outubro de 2006 - 19h03
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Roberto Murillo, sócio-diretor da empresa, que deve participar do processo de licitação – muito provavelmente na categoria “qualidade e conformidade” – comenta com entusiasmo a mudança. Não apenas pela incontestável oportunidade, mas também pelo amadurecimento de mercado que ela representa. “A etapa de testes costumava ser estrangulada na fase final do desenvolvimento. Os testes acabavam limitados e muitos erros eram identificados depois que a solução estava em um ambiente de produção. E o pior: pelo usuário final”, relata.

Agora, segundo Murillo, o teste passa a ser dividido em diversas categorias, em todo o ciclo de desenvolvimento. “Isso enriquece a qualidade ao passo que permite refinar o código ao longo do desenvolvimento.” Além disso, o executivo destaca as vantagens financeiras que a CEF obterá com o novo formato. “Se a empresa que vai desenvolver é a mesma que vai definir métricas, tamanho do projeto e sua necessidade de manutenção, ela pode, por exemplo, embutir custos e riscos desnecessários”, sugere. Na avaliação de Murillo, questões de documentação devem pesar muito na hora da contratação. “São itens que devem ser muito bem especificados”, opina.

Oliveira, da CEF, assina embaixo. Ele destaca que a questão foi bastante planejada durante o desenvolvimento do edital. Segundo o gerente, sempre que se tratar de projetos de missão crítica, todo o processo relacionado a aspectos de inteligência de negócios e à arquitetura da solução deverá ser mantido sob a responsabilidade da Caixa.

Para outros, nem tanto
Se para as empresas de nicho a mudança foi favorável, as de maior porte não podem dizer o mesmo. Gilmar Batistela, diretor do Grupo Resource, entende a preocupação do cliente em buscar fornecedores distintos para cada etapa do desenvolvimento de software. Mesmo assim, ele garante que na Resource cada fase é tratada separadamente.

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