Negócios
Brasil busca seu lugar ao sol em TI
Empresas nacionais procuram diferenciais para obter espaço no mercado de prestação de serviços de TI e fugir da concorrência indiana, cujos preços ainda estão bastante abaixo dos que podem oferecer.
Por Luiza Dalmazo, especial para o COMPUTERWORLD
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Segundo o impostômetro – painel eletrônico mantido pela campanha De olho no imposto e que mede a arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais – as pessoas físicas e jurídicas brasileiras já pagaram em 2006 mais de 650 bilhões de reais para o governo.
Essa astronômica carga tributária é o motivo de protesto de executivos da Tivit, Procwork e Stefanini, entre outros, que dizem que os impostos impedem que o Brasil ganhe representatividade no cenário internacional de prestadores de serviços de TI.
“Só vejo uma chance real para o Brasil como exportador de software e serviços de tecnologia se for criada uma política de isenção de impostos para o setor nos próximos dois anos, que é quando deve ser concluído o desenho do mapa desses fornecedores”, aposta o diretor comercial de serviços da Tivit, Marcelo Mendes.
A Índia, mais ágil, se consolidou como principal fornecedor offshore e fez com que só reste ao Brasil buscar diferenciais para obter representatividade em um mercado tão amadurecido. “Já não somos mais concorrentes da Índia, porque eles estão em patamares muito mais elevados. Agora nos comportamos como uma alternativa para as empresas que não querem pôr todos os ovos no mesmo saco”, afirma o diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Software para Exportação (Brasscom), Ricardo Saur.
Entre as características peculiares a que as companhias estão se apegando estão a proximidade cultural do Brasil com mercados ainda não atendidos pela Índia – com destaque para Europa –, menor diferença de fuso horário em relação aos potenciais clientes, a facilidade dos brasileiros para resolver problemas e o maior envolvimento com o negócio. “Os indianos têm muito conhecimento acadêmico, mas quase nenhuma vivência da prática”, critica o sócio-diretor da Procwork, Carlos Cuevas.
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