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Negócios

Formato do negócio de telecom tem que mudar, diz SLTI

Rogério Santana, secretário de Logística e TI do Ministério do Planejamento, diz que oferta de serviços de telecomunicações está concentrada em 284 municípios do País e precisa se espalhar.

Por André Silveira, especial para o COMPUTERWORLD

07 de novembro de 2006 - 17h08
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Os serviços e negócios do setor de telecomunicações estão concentrados em 284 municípios brasileiros, o que condena o resto das cidades à desconexão. A afirmação do secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Rogério Santana, revela que, para reverter esse quadro, há a necessidade de mudar o formato do negócio de telecomunicações no País.

O depoimento aconteceu durante o seminário “Internet para Todos – uma estratégia focada nos municípios”, da Câmara dos Deputados, que tornou evidente também que o Brasil conta com uma ampla rede de fibra óptica ociosa, que deve ser utilizada no processo de interiorização do serviço de banda larga.

“Hoje, quem tem que se conectar por meio de acesso discado tem dois problemas: alto custo e baixa velocidade. É preciso aproveitar a infra-estrutura para levar mais facilidades à população que reside no interior”, ressalta Santana.

Na visão do secretário, o processo de universalização da banda larga deve iniciar pelos municípios, abrangendo escolas, hospitais, órgão de segurança pública e bibliotecas públicas. Ele também destaca que a taxa de transmissão deve ser de 2 Mbps no mínimo.

Para Santana, que destaca a importância de se estabelecer um back bone nacional integrador, a idéia de Parceria Público Privada (PPP) para levar o acesso banda larga aos municípios do interior é uma boa opção.

O consultor legislativo da Câmara dos Deputados, Vilson Vedana também esteve no evento realizado nesta terça-feira (07/11) e afirmou que a universalização da internet é fundamental para que áreas como educação, saúde, economia, administração pública se desenvolverem.

Além disso, o consultor destaca que o desafio é grande. “No Brasil, 21 milhões de domicílios não têm telefone móvel,  27,5 milhões de casas não têm telefone fixo e 15 milhões de residências não têm telefone algum”, critica.

Para o consultor, é importante que o Estado estabeleça critérios para desenvolver um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem como condição a modificação a Lei Geral de Telecomunicações e a Lei do Fust para permitir o emprego do fundo em serviços prestados em regime privado. O objetivo é  estabelecer o acesso à internet, especialmente para quem não tem condições de pagar.

CPqD

Na visão do Gerente de Planejamento e Análise do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Juliano Castilho Dall´Antonia, o processo de inclusão digital deve ser focado nos municípios. Para isso, ele ressalta que é preciso passar por empecilhos como a limitação física, barreiras econômicas e sociais, infra-estrutura deficiente e alfabetização limitada.

“Hoje, o índice de analfabetos na população chega a 7% . Porém, outros 30% são considerados analfabetos funcionais. Além disso, 38% da população brasileira têm apenas o nível básico, o que dificulta o acesso à informação disponível na internet”.

O gerente, que também participou do seminário  da Câmara dos Deputados, destaca que a universalização não é somente instalar a infra-estrutura, mas sim fazer com que a ferramenta seja amplamente utilizada.

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