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Problemas em urnas eletrônicas tumultuam eleições nos EUA

Problemas técnicos nas urnas eletrônicas e a falta de capacitação dos mesários para utilizar os equipamentos causaram transtornos notáveis em vários Estados norte-americanos.

Por COMPUTERWORLD

07 de novembro de 2006 - 18h48
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Problemas técnicos nas urnas eletrônicas e a falta de capacitação dos mesários para utilizar os equipamentos causaram transtornos notáveis nas eleições legislativas dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (07/11).

Segundo informa a imprensa internacional, foram reportados problemas em vários Estados norte-americanos. No condado de Marion, em Indiana, cerca de 175 das 914 seções eleitorais aderiram à votação em papel porque os funcionários do governo não sabiam operar as urnas eletrônicas.

O mesmo problema foi reportado em Illinois, quando oficiais do governo foram surpreendidos por ligações de eleitores reclamando da falta de capacitação dos funcionários.

Na Flórida, a votação foi atrasada em pelo menos quatro distritos porque a programação da urna eletrônica foi apagada - não intencionalmente - ou porque houve a adesão a um modelo misto, incluindo urnas eletrônicas e votos em papel.

No subúrbio de Pitsburg, algumas seções abriram atrasadas porque os funcionários não puderam zerar as máquinas, o que despertou a desconfiança de que alguns votos das eleições anteriores não foram contabilizados. Já em Jacksonville, os eleitores precisaram utilizar o método tradicional porque urnas eletrônicas não funcionaram.

Na Pennsylvania, onde o modelo utilizado é o de escaneamento das cédulas em papel, 67 dos 232 equipamentos destinados tal finalidade não reconheceram o documento conforme ele estava preenchido.

Em outros lugares, porém, a votação transcorreu sem maiores transtornos. Em Maryland e na Carolina do Norte, não foram reportados incidentes. "Tivemos um início tranqüilo de eleições nesta manhã em Maryland", informou Linda Lamone, administradora do comitê eleitoral no Estado. Ela citou inclusive a boa performance das urnas eletrônicas e eleições.

Os problemas e a insegurança da votação eletrônica foram apontados previamente por diversas organizações norte-americanas. “De maneira geral, posso dizer que as coisas não melhoraram em nada” desde as eleições de 2004, apontou Eugene Spafford, diretor executivo da universidade Purdue Center for Education and Research e presidente do comitê de políticas da Associação dos Equipamentos de Computação (ACM, na sigla em inglês). “Existe uma preocupação significativa sobre os potenciais para erro”, apontou.

Nas eleições legislativas desta terça-feira, serão decididas as indicações para 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e 33 no Senado, assim como o governo de 36 Estados.

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