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Tribunal de Contas da União cobra política integrada de inclusão digital
Relatório de avaliação do programa Governo Eletrônico, feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no segundo semestre do ano passado, aponta que "há descompasso entre a retórica e a prática do governo federal".
Por IDG Now!
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Relatório de avaliação do programa Governo Eletrônico, feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no segundo semestre do ano passado, aponta que "há descompasso entre a retórica e a prática do governo federal que, apesar de anunciar a integração de ações na área digital em 2004, ainda não apresentou resultados relevantes que demonstrassem uma política integrada de inclusão digital”.
Segundo o ministro-relator Ubiratan Aguiar, “de nada adianta a disponibilização de serviços públicos eletrônicos quando não há continuidade nos procedimentos para atendimento completo do cidadão no serviço público”.
O relatório enfatiza que “uma política de governo eletrônico sob o enfoque ‘governo para cidadão’ permite reflexo direto na rotina dos usuários de serviços públicos eletrônicos". A maior oferta de serviços transacionais, aliados a políticas de inclusão digital, acrescenta o ministro, "poderia gerar benefícios não somente para a sociedade mas também para a administração pública, mediante economia de recursos e otimização no controle dos serviços”.
Na avaliação do relator, houve “perda de interesse político na questão nos últimos anos, o que acarretou perda de efetividade da estrutura de funcionamento do Programa na forma prevista na legislação”.
O relatório aponta ainda "sobreposição de funções e concorrência no exercício do poder na condução da política do sistema, compartilhado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (Ministério do Planejamento) e pela Subsecretaria de Comunicação Institucional da Presidência da República". E afirma que seria esta "a razão para a dificuldade do desenvolvimento do sistema de Governo Eletrônico”.
A recomendação do TCU é a de que a Casa Civil da Presidência da República institua portal único de governo eletrônico, cujas alterações de conteúdo, relativas aos serviços, estejam sob a responsabilidade de uma única unidade governamental. Outra sugestão é que seja definido cronograma de implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento de Governo Eletrônico, com os serviços prioritários que devem ser implementados ou reformulados.
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