Publicidade

Negócios

Linux infringe propriedade intelectual da Microsoft, diz CEO

Acordo firmado neste mês com a Novell tem o objetivo de 'dar aos acionistas o retorno da inovação' proposta pela Microsoft, diz o CEO Steve Ballmer.

Por COMPUTERWORLD

17 de novembro de 2006 - 10h08
página 1 de 1

O Chief Executive Officer (CEO) da Microsoft, Steve Ballmer, declarou na quinta-feira (16/11) que acredita que o sistema operacional Linux infringe a propriedade intelectual da Microsoft.

Em uma seção de perguntas e respostas realizada após sua apresentação na conferência SQL Server (PASS), em Seattle (EUA), Ballmer disse que a companhia foi motivada a assinar um acordo com a Novell - distribuidora do Suse Linux - porque o Linux utiliza a propriedade intelectual da empresa. Dessa forma, a Microsoft queria também "atingir o retorno econômico apropriado aos acionistas pela inovação" proposta, disse o executivo.

O acordo, firmado em 2 de novembro, envolve um acerto entre a Novell e a Microsoft para aumentar a interoperabilidade de seus produtos. A Microsoft também deverá pagar 440 milhões de dólares à Novell em cupons dando direito a seus usuários a um ano de manutenção e suporte ao Suse Linux. De outro lado, a gigante de software concordou em recomendar o software Suse para usuários de Windows, assim como para os de Linux.

Um elemento-chave para o acordo parece ser o pagamento de 40 milhões de dólares da Novell à Microsoft. Com isso, a companhia de Bill Gates não deve processar os usuários de Suse Linux sobre possíveis violações de patente. Também estão protegidos os indivíduos e desenvolvedores não comerciais que criaram e contribuíram com a distribuição Suse Linux.

Ballmer não deu mais detalhes em seus comentários na quinta-feira, mas deixou claro que acredita que os demais usuários de Linux estão se aproveitando da inovação da Microsoft. O executivo enfatizou ainda que alguém - distribuidores de Linux ou usuários - poderão pagar por isso.

"Apenas aqueles que utilizam Suse pagaram apropriadamente pela propriedade intelectual da Microsoft", disse. "Estamos dispostos a firmar um acordo com a Red Hat e outros distribuidores Linux", complementou.

Para Pamela Jones, editora do blog Groklwaw.net, que aborda questões legais na comunidade open-source, a reação de Ballmer é uma tática para gerar medo, incerteza e dúvidas sobre os produtos abertos. "Deixem que ele processe, já que pensa ter uma alegação válida. Vamos ver como os clientes da empresa lidarão com isso", escreveu em seu site.

Representantes da Red Hat se recusaram a acreditar nos comentários de Ballmer. "Não acreditamos que exista uma necessidade para esse tipo de relação definida no anúncio da Microsoft com a Novell", disse Mark Webbink, conselheiro da empresa. A Red Hat classificou a ameaça da Microsoft como um "imposto sobre a inovação", e afirmou que pode proteger seus usuários contra alegações de patente.

Opinião do Leitor [1 comentários]

simplesmente ridículo

O bill já está com os bolsos cheios de dinheiro, poderia praticar um ato de desapego, e doar alguns bilhões para criar alternativas de renda para o terceiro mundo. Em vez disso, quer ganhar mais alguns milhões sobre o pessoal que já pratica o desapego, no caso a comunidade opensource.
Nerd que nada. Ele está virado em um unha-de-fome.
Rui - 04 Dez 2007, 09h47
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld