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Negócios

Passo-a-passo do empreendedor

Saiba o que é necessário para que sua proposta seja aceita em uma incubadora e para que, mesmo depois de graduada, sua companhia obtenha bons resultados.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

21 de novembro de 2006 - 09h15
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O processo de admissão de uma empresa nas incubadoras brasileiras tem suas nuances, mas o roteiro básico é semelhante. Quase todas lançam periodicamente um edital e outras mantêm o processo aberto constantemente, porque defendem o fluxo contínuo de projetos em suas estruturas.

Podem se candidatar para abrir uma empresa pessoas físicas e jurídicas, grupos ou indivíduos isolados e não é necessário que a companhia esteja formalmente constituída quando a proposta for apresentada. Por isso, se o seu espírito empreendedor está pedindo atenção, prepare o check list.

* Apresentação da pré-proposta
Elabore um documento para a apresentação inicial da idéia de negócio. Entre os critérios-chave para a aceitação da proposta estão: potencialidade da idéia do ponto de vista de negócio com avaliação das chances de crescimento e sustentabilidade; conhecimento do candidato sobre o tema de que está tratando, e o perfil do profissional em relação ao empreendedorismo. Segundo o gerente de incubação do C.E.S.A.R, Maurício Schneck, o empreendedor tem de saber apresentar e convencer sobre a proposta, “porque senão fica evidente que o trabalho resultará em uma solução e não em uma empresa”.

* Entrevista
Depois de aceito o plano, outros aspectos são avaliados de maneira aprofundada, em encontros presenciais. Em algumas incubadoras, são realizadas bancas, semelhantes àquelas realizadas de defesa de tese de mestrado e doutorado, com a presença de profissionais de diferentes especialidades. Neste momento é que se detalha a viabilidade mercadológica, o perfil do profissional e o grau de conhecimento sobre o assunto. O gerente de incubação de empresas da Unicamp, Davi Sales, explica que é nessa hora que se detecta se o profissional é apenas um bom escritor. “Na entrevista conseguimos saber se o candidato convenceu apenas porque escreve bem ou se tem mesmo o perfil empreendedor. Ou também percebemos o contrário, que o material não estava tão bem articulado, mas existe sim uma boa idéia por trás daquilo”, explica.

* Elaboração do plano de negócios
Apesar de o empreendedor ter elaborado um plano no início do processo, o planejamento da companhia é reescrito com a orientação da equipe da incubadora. O responsável técnico pela Inatel (MG), Jaci Alvarenga Teodoro Filho, comenta que neste momento o empreendedor elabora um cronograma de atividades e descreve a forma como viabilizará o negócio em relação aos custos, velocidade de lançamento dos produtos, inovação e qualidade.

* Iniciação empresarial
Quase que simultaneamente à elaboração do plano, o profissional passa pelo processo de aprendizado sobre tudo o que envolve a criação e o andamento de uma empresa. Assim, conta com os cursos e atividades oferecidas pela incubadora de desenvolvimento de habilidades como a de gestão humana, técnicas de negociação e uma infinidade de outras ofertas que treinam e melhoram sua formação sob o aspecto de negócio.

* Seja independente
Quem já viveu a experiência de ser uma incubada e conseguiu se graduar e manter o ritmo de crescimento dos negócios, ensina. O sócio-diretor da Dextra, Luiz Dosso, conta que muitas vezes durante o período em que esteve incubado percebeu uma certa acomodação entre os colegas, já que não precisavam pagar o aluguel do espaço e buscar projetos para pagar as contas da companhia. “Minha sugestão para quem pretende ser bem-sucedido depois de graduado é ter consciência de que a incubadora não resolve seus problemas de negócio e que é atribuição do empreendedor pensar nos clientes”, ensina.

Dosso aconselha os incubados a lembrar sempre que depois do período de incubação os custos sobem e, por conseqüência, as barreiras contra a sobrevivência também. “Enquanto se está na incubadora, a sensação é de estar entre iguais. No mercado, entretanto, dá uma sensação de abandono”, revela.

* Graduação
A independência da companhia acontece geralmente entre dois e três anos depois que a empresa incubada começa o processo. Mas, para chegar a essa etapa com fôlego para manter o balanço financeiro no azul, é preciso ter alguns cuidados. A dica do diretor da Nitrix Tecnologia, Rudi Bouret Bayer, que foi incubada na Inatel (MG), é se preparar para fazer uma boa gestão de recursos humanos, porque ter profissionais qualificados impacta profundamente nos negócios. “Além disso, procuramos sempre nos manter atualizados tecnologicamente, porque senão em dois anos o trabalho feito na incubadora se perde e a empresa desacelera”, afirma.

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