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Negócios

Unisys Brasil: o momento é de crescer

Em meio a uma reestruturação global, que resultará em um enxugamento de mais de 9 mil postos de trabalho, a Unisys Brasil já colhe os frutos das novas estratégias de posicionamento.

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

21 de novembro de 2006 - 09h27
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Uma busca pelos serviços de notícias sobre o momento da Unisys deixa a impressão que o momento da empresa não é dos melhores – prejuízos crescendo a taxas astronômicas, reorganização global, cortes de milhares de funcionários e valor das ações estacionados na casa dos 6,50 dólares são alguns dos sintomas que causam tal impressão. Mas, segundo o presidente da empresa no País, os negócios vão muito bem, obrigado.

Com pouco mais de 2 mil funcionários e 16 filiais, a operação brasileira representa 60% dos negócios da América Latina e o momento é de crescimento. “Hoje nós somos uma das cinco maiores subsidiárias da Unisys no mundo e felizmente estamos voltando a crescer em um ritmo bastante positivo”, diz Paulo Bonnuci.

De acordo com o executivo, as operações de outsourcing e infra-estrutura representam 50% do negócio no Brasil; 20% vêm de integração de sistemas e 30% da venda de servidores. “Se o mercado hoje está crescendo entre 10% e 12%, vamos crescer ao fim de 2006 no mínimo 15%. E em 2007 vamos continuar tendo de crescer mais que o mercado”, conta Bonucci, que falou com o COMPUTERWORLD sobre os desafios da reorganização, dos negócios e desafios da empresa.

COMPUTERWORLD – O CEO da Unisys definiu 2006 como um “ano de transição” frente aos desafios de reorganização da companhia. Como foi o ano para a empresa no Brasil?
Paulo Bonucci – Este foi um ano que vai marcar a primeira parte da década, um ano como há cinco ou seis não era alcançado, com resultados excepcionais. Tanto que o Brasil fez com que a América Latina fosse a região com maior e melhor contribuição para os resultados da companhia. Proporcionalmente, claro, mas nossa lucratividade foi melhor do que todas as demais regiões, inclusive Estados Unidos.

CW – Mas como, Paulo? A empresa vem reportando perdas contínuas...
Bonucci – Nós estamos começando o quarto trimestre com o ano praticamente feito. Isso é resultado de uma série de fatores e eu acredito que o principal foi que nós colocamos em prática a palavra foco. Mais: a transição que o Joseph McGrath sempre se refere foi finalizada no Brasil antes da corporação.

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