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Linux não 'deve' à Microsoft, diz Novell

Em carta aberta, CEO da Novell, Ron Hovsepian, diz que discorda dos argumentos de Steve Ballmer de que o sistema operacional Linux deve inovação à Microsoft.

Por COMPUTERWORLD

21 de novembro de 2006 - 09h16
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Os comentários do CEO da Microsoft, Steve Ballmer - de que o sistema operacional Linux deve inovação à Microsoft - caíram como uma bomba no conselho diretor da Novell. Em uma carta aberta, o CEO da companhia, Ron Hovsepian, afirmou que discorda dos argumentos de Ballmer e tratou de explicar que o acerto não é um reconhecimento de que o Linux infringe a propriedade intelectual da companhia.

"Nós discordamos com os comentários recentes feitos pela Microsoft sobre Linux e patentes. Nosso acordo com a Microsoft não se trata, de forma alguma, de um reconhecimento de que o Linux infringe a propriedade intelectual da Microsoft", disse o executivo no documento.

O acordo em questão foi firmado em 2 de novembro e as duas companhias se comprometeram a fazer seus software - Suse Linux e Windows - cooperar melhor. Essa seria uma forma de colaboração mútua para marketing e vendas, além de proteger os clientes de eventuais processos por patentes.

Também na segunda-feira (20/11), a Microsoft escreveu um comunicado dizendo que "respeita" o ponto de vista da Novell sobre a questão das patentes, mesmo que tenha uma visão diferente.

"A Novell está absolutamente certa em dizer que não admite quaisquer problemas de patentes ao ingressar no acordo. Na Microsoft nós conduzimos nossas próprias análises do portifólio de patentes e concluímos que era necessário e importante criar um comprometimento por escrito para os usuários dessas soluções", informou o documento.

O comentário divulgado pela companhia, porém, não reflete as palavras de Ballmer durante a conferência realizada na semana passada, quando disse que "o Linux utiliza" a propriedade intelectual da Microsoft, o que poderia levar seus usuários a enfrentar "processos" como resultado.

Em uma conferência, ainda na segunda-feira, executivos da Novell e da Microsoft enfatizaram que as duas companhias permanecem comprometidas em sua aliança. "Não estamos nos distanciando do acordo. Acreditamos que este é um acordo extraordinário", apontou John Dragoon, diretor de marketing da Novell. "Não estamos nos distanciando de Stevel [Ballmer]. Ele pode comentar o que quiser".

Dave Kaefer, gerente geral para licenciamento de propriedade intelectual, disse que questões sobre patentes são comuns na companhia. "Os comentários do Steve são uma perspectiva que realmente temos na Microsoft", disse. "Quando competimos com alguma companhia com tecnologia similar, é comum que tenhamos algumas sobreposições. Não é porque uma parte é boa e outra ruim, mas porque ambas criamos muito valor".

O executivo confirmou que as duas companhias compartilharam seus portifólios de patentes antes da assinatura do acordo.  Questionado sobre a preocupação de alguns desenvolvedores e usuários de Linux sobre eventuais processos, o executivo disse que a Microsoft não tem um histórico de litígios, sendo que processou apenas uma companhia por patentes na última década, a Belkin Corp.

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