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Windows Vista: e o que os CIOs pensam sobre a migração?

O COMPUTERWORLD colheu opiniões de altos executivos de TI de várias empresas multinacionais. Confira se a tendência de migração para o Windows Vista persistirá entre eles.

Por COMPUTERWORLD

22 de novembro de 2006 - 07h30
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SELO_PEQUENO_CW_01Implantar o novo sistema operacional com as funcionalidades mais avançadas possíveis pode figurar nos planos ideais de muitos executivos, mas a realidade das políticas de migração tende a ser não tão harmoniosa.

Para boa parte dos CIOs brasileiros entrevistados pelo COMPUTERWORLD, não há planos concretos para a migração para o novo sistema operacional da Microsoft, o Windows Vista. E ainda assim, caso qualquer estratégia de adoção da novidade tende a partir da matriz.

“No Deutsche Bank seguiremos as diretrizes globais. O cronograma de implantação também será definido globalmente. No entanto, não é prática do grupo adotar esse tipo de novidade tecnológica logo no lançamento e sem estudos exaustivos”, disse Keiji Sakai, CIO do Deutsche Bank no Brasil.

Para Giovanni Genovesi, CIO da Roche, as iniciativas devem partir na mesma linha. “Seguimos a política global e fazemos os upgrades dos sistemas operacionais de um jeito sincronizado globalmente. Por enquanto não temos planos para migrar para o Vista”, comenta.

Outros executivos estão esperando que a versão seja melhorada para apenas posteriormente adotá-la. Esse é o caso da subsidiária da Basf no Brasil, que prefere esperar um pouco mais a adotar uma ferramenta com “bugs”. Fora isso, o lançamento do Vista chegou um pouco tarde para o que a companhia estava planejando em âmbito mundial. “Estamos na segunda onda global de padronização com troca mundial de todos os PCs e todas as imagens já estão montadas para o Windows 2003. O timing do Vista não está bom pois ele não estava disponível no momento certo, quando o projeto foi montado e portanto, globalmente, priorizamos a padronização em detrimento da novidade técnica, uma vez que, madura a versão e tendo todas as ferramentas de controle de ambiente, a migração não será tão complicada”, comenta Vera Lúcia Marques, diretora de tecnologia da companhia para a América do Sul.

Em outros casos, a tendência é caminhar até mesmo na mão contrária. A GE Plastics, por exemplo, estuda inclusive migrar para outras plataformas, entre elas as de código aberto. “Não existe na GE nenhum plano de migrar para o Vista em curto ou médio prazo. Continuamos avaliando outras plataformas (por exemplo, Open Source) não só para o sistema operacional como também alternativas à suite Office. Trata-se de uma iniciativa centralizada abaixo do Gary Reiner – CIO Global GE – que definirá nosso ‘blueprint’ de aplicações para o futuro”, diz Loïc Hamon, CIO da GE Plastics para América Latina.

É aguardar para ver se a tendência de cautela persistirá nos próximos meses.SELO_PEQUENO_CW_02

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