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Negócios

Bull quer adquirir empresa brasileira de serviços

Empresa françesa já iniciou negociações com três candidatos nacionais e procura organizações que possuam um faturamento médio entre 20 milhões a 30 milhões de reais.

Por COMPUTERWORLD

22 de novembro de 2006 - 17h35
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A companhia francesa Bull pretende reforçar suas operações no Brasil com a aquisição de uma empresa local de serviços com experiência nas suas áreas de foco - telecomunicações, governo e finanças.

De acordo com Alberto Lemos Araújo Filho, presidente da Bull no Brasil, a companhia já negocia com três candidatos à aquisição, mas não há pressa para bater o martelo. O perfil buscado pela francesa é de uma companhia com faturamento entre 20 milhões de reais e 30 milhões de reais. “Mas não importa tanto o desempenho financeiro da empresa, mas sim as capacidades que iremos incorporar com a aquisição”, observa Araújo.

Com uma equipe de mais de 300 funcionários, a subsidiária da Bull no Brasil deve encerrar o ano com um crescimento de 45% em receita e respondendo por 85% dos negócios da companhia na América Latina. A região representa 4% da receita global da corporação (de 1,117 bilhão de euros, em 2005) - quase equivalente aos 5% gerados pelos Estados Unidos - que concentra 40% dos negócios na Europa.

Embora o maior foco da Bull no Brasil sejam os serviços de integração - sendo 55% deles prestados a clientes do mercado de telecomunicações, como a Embratel -, a companhia ensaia trazer seus produtos de Computação de Alta Performance (HPC, do inglês High Performance Computing) ao País.

“É um trabalho que deve tomar algum tempo, pois a Bull não é conhecida como fornecedora desta área no Brasil. Mas acredito que há potencial. Já estamos em conversas com possíveis clientes”, afirma o presidente. Mundialmente a companhia provê hardware para projetos de supercomputação como TERA-10, do governo da França, voltado a simulações de testes nucleares.

Outro foco da companhia são os sistemas de código aberto, estratégia reforçada nesta quarta-feira (22/11) com a assinatura de um acordo de cooperação com a JBoss, fornecedora de middleware de código aberto adquirida recentemente pela RedHat.“A Bull quer ser a principal integradora de soluções de software livre do mundo”, enfatiza Araújo.

Entre os projetos da Bull no Brasil destaca-se o sistema de controle de fronteiras desenvolvido ao longo deste ano para o Serpro - avaliado em 21 milhões de reais -, com tecnologia de identificação e autenticação para passaportes.

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